
O Irã divulgou, na quarta feira (21), o primeiro balanço oficial dos mortos durante os confrontos entre manifestantes e agentes de segurança que agitam o país.
O Ministério do Interior e a Fundação dos Mártires e Assuntos de Veteranos – um órgão oficial que presta serviços às famílias de mortos em guerras – reconheceram a morte de 3.117 pessoas nas manifestações iniciadas em 28 de dezembro contra o regime islâmico.
Deste total, 2.427 eram civis e membros das forças de segurança, disse a Fundação, sem detalhar informações sobre as demais vítimas. No entanto, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, indicou separadamente que 690 dos mortos eram “terroristas, amotinados e aqueles que atacaram bases militares”.
ONGs falam em 5 mil mortos
A teocracia iraniana tenta retomar o controle do país após onda de agitação que remete ao caos ocasionado na Revolução Islâmica de 1979.
A Fundação de Veteranos e Mártires do Irã reconhece que algumas vítimas foram mortas por agentes de segurança, enquanto outros teriam sido “alvos de tiros de agentes terroristas organizados entre a multidão”.
A República Islâmica atribui a violência nas ruas a mercenários infiltrados apoiados pelos Estados Unidos e Israel. Por sua vez, organizações de direitos humanos denunciam uma repressão brutal.
A ONG Human Rights Activists News Agency, sediada nos Estados Unidos, afirmou na manhã de quinta feira que o número de mortos era de pelo menos 4.902. Na última semana, um oficial iraniano afirmou sob condição de anonimato à agência de notícias Reuters que ao menos 5 mil pessoas haviam morrido. Outros grupos também divulgaram números superiores ao balanço do governo iraniano.
Nesta quinta feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Teerã o procurou para discutir as manifestações e declarou estar aberto ao diálogo. Anteriormente, o republicano disse avaliar opções militares contra o regime dos aiatolás. (Com agências internacionais)






