Crise exposta em vídeo de Michelle

(*) Gisele Leite

Após vídeo de Michelle, a campanha de Flávio Bolsonaro procura uma vice que seja mulher. As reclamações contundentes de Michelle expõe a forte disputa familiar dentro do clã Bolsonaro. Eduardo, a seu turno, apesar de não fazer críticas diretas a manifestação da madrasta, manifestou seu apoio ao irmão que é pré-candidato à Presidência da República.

O vídeo dividiu o bolsonarismo e pressionou o pré-candidato na disputa do voto feminino e evangélico. Há quem cogite que doravante tornou-se obrigatório escolher um vice que seja mulher.

Flávio afirmou que, em nenhum momento, teve a intenção de ofender Michelle e voltou a fazer um pedido público de desculpas.

O vídeo de Michelle é novo revés direcionado a campanha de Flávio Bolsonaro. Afirmou Michelle: “Eu sou a presidente nacional do PL Mulher. Fui convidada pelo meu marido e pelo presidente Valdemar [Costa Neto]. Eu percorri o Brasil inteiro, instalei diretórios em todas as 27 unidades da Federação, ajudei a eleger 1005 mulheres em 2024, um aumento de 45,8% em relação a 2020”.

Ao longo do vídeo, a ex-primeira-dama dedica parte da fala para celebrar o crescimento do PL Mulher sob sua liderança e defender o papel da organização na aproximação de mulheres conservadoras com o bolsonarismo.

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) disse, na 5ª feira (25.jun.2026), que “caiu como uma bomba” o vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), no qual afirmou ter sido “apunhalada” e “humilhada” pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Estudo exibido pelo jornal Estado de S. Paulo, vulgo “Estadão”, 67% apontam que o vídeo de Michelle teve efeito negativo.
Crise exposta em vídeo de Michelle

(*) Gisele Leite – Mestre e Doutora em Direito, é professora universitária.

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