Decisão de Mendonça seguiu roteiro covarde e golpista da campanha de Flávio Bolsonaro

Como sempre afirma o UCHO.INFO, a política não cede espaço para coincidências, tudo é estrategicamente premeditado, ou seja, não há inocentes nessa seara.

Na segunda-feira (7), quando Flávio Bolsonaro, o filho “01” do golpista condenado e preso, afirmou, durante ato na Avenida Paulista, que votar no presidente Lula é votar em Alexandre de Moraes, a narrativa já estava em consonância com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Segunda Turma do STF formou maioria, nesta terça-feira (8), pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa, sob a justificativa de alegada “arapongagem”.

A atitude de Mendonça faz parte do roteiro traçado para desestabilizar as eleições, criar uma grave crise no STF, abrindo caminho para o impeachment de Alexandre de Moraes, e favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro, que capitaneia um projeto para anistiar os golpistas do execrável 8 de janeiro.

Considerando que tudo foi calculado com fartas doses de golpismo, a campanha de Flávio Bolsonaro espera que o presidente Lula descumpra a decisão de Mendonça através de recurso, algo compatível com a legislação vigente, ou afaste a cúpula da PF, o que soaria como confissão de culpa.

A decisão de Mendonça é de extrema gravidade e precisa ser combatida com firmeza e à sombra da lei pelo presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, e todos os outros integrantes da Corte não alinhados ao bolsonarismo.

Ademais, causa espécie o fato de os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux apoiarem a decisão de Mendonça, mesmo sabendo que se trata de postura inconstitucional, arbitrária e ilegal.

Em suma, André Mendonça e Alexandre de Moraes carecem de condições mínimas para continuarem no cargo. Fachin precisa chamar uma reunião secreta do STF e definir a saída de ambos, em nome da estabilidade institucional.