
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez um discurso desafiador nesta quarta-feira (23) na Assembleia geral da Organização nas Nações Unidas, classificando como “covardes” os ataques dos EUA a seu país.
Pezeshkian exibiu imagens do falecido líder supremo Ali Khamenei e de mais de 150 crianças mortas nos primeiros dias do conflito, e afirmando que o povo iraniano foi “vítima de terrorismo” por parte dos Estados Unidos.
“Nós apenas nos defendemos. Não somos terroristas”, disse. “Nosso povo inocente foi alvo de ataques covardes e agressões impostas ao nosso país.” “Sim, eles nos atingiram, mas não nos ajoelhamos.”
No dia anterior, Trump, no mesmo palco, sugeriu que poderia “aniquilar” a República Islâmica caso não se chegasse a um acordo para encerrar a guerra, que já dura quase sete meses.
Horas mais tarde, ele falou de “uma reunião muito boa” entre seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, e autoridades iranianas. Teerã, no entanto, minimizou as conversas. O porta-voz do Ministério iraniano do Exterior, Esmail Baghaei, disse que as conversas “não eram novidade”.
Nesta quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a repórteres que Trump permanecia aberto a um acordo “que permita ao Irã ser o que deveria ser: um país grande e próspero”.
É preciso reconhecer que Trump embarcou na guerra contra o Irã por causa do governo genocida do premiê israelense Benjamin Netanyahu, que precisava de novo factoide para permanecer no poder. Faturando internamente com a guerra, Netanyahu retirou Israel do conflito, transferindo aos EUA a responsabilidade pelas ameaças a Teerã.
Donald Trump, que é movido por vaidade esquizofrênica e insiste em exaltar a todo instante o excepcionalismo americano, até o momento está perdendo a guerra para o regime dos aiatolás. Enquanto Trump afirma que o Irã jamais terá arma nuclear, o país persa transformou o Estreito de Ormuz em arma de combate.




