Execução pública de condenado nos EUA

(*) Gisele Leite

O pelotão de fuzilamento: Estados Unidos terão primeira execução pública em noventa anos.

Nidal Hasan, condenado por matar treze pessoas em ataque a tiros em uma base militar no Texas, será executado por fuzilamento em dezembro, segundo declaração do secretário de Defesa.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (8.10.2026) que o público poderá assistir à execução de Nidal Hasan, condenado por matar treze pessoas em um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009.

O secretário também declarou que a transmissão seria necessária porque “as pessoas precisam entender que existem consequências sérias para esse tipo de coisa”. Ele não detalhou se a execução seria transmitida por streaming ou TV.

A última execução pública no país ocorreu em 1936, no Kentucky. Na ocasião, Rainey Bethea, um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado diante de uma multidão.

O caso marcaria o primeiro fuzilamento militar nos Estados Unidos desde 1945. O último aconteceu com o soldado Eddie Slovik, morto na França por deserção durante a Segunda Guerra Mundial, segundo a emissora NPR.

A última execução de um militar dos Estados Unidos ocorreu em 1961, quando John A. Bennett foi enforcado no Kansas, após ser condenado por estupro e tentativa de assassinato de uma menina de onze anos.

Apenas cinco Estados dos EUA tais como: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah que autorizam essa prática, de acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.

Em 2025, a Carolina do Sul realizou sua primeira execução por fuzilamento. Foi a primeira vez em quinze anos que o método foi usado nos Estados Unidos.

O fuzilamento ocorrerá às 13h, mesmo horário do ataque cometido por Hasan, em Fort Hood. O Pentágono ainda não informou em qual plataforma a execução será transmitida. O caso representa uma ruptura com a prática adotada pelos Estados Unidos nas últimas décadas.

O presidente americano, Donald Trump, ordenou a execução por fuzilamento do ex-psiquiatra do Exército dos EUA que matou ter\e pessoas em Fort Hood, no Texas, em um ataque a tiros em 2009 que o atirador posteriormente descreveu como uma retaliação às guerras dos Estados Unidos no mundo muçulmano.

O fuzilamento público nos Estados Unidos refere-se à aplicação da pena de morte por meio de um pelotão de fuzilamento, onde um grupo de atiradores dispara simultaneamente contra o condenado em um contexto de retomada e expansão das execuções federais

Verifica-se a retomada de métodos. O governo de Donald Trump ampliou as opções para crimes federais graves, reintroduzindo e permitindo o uso de pelotões de fuzilamento, além de injeção letal, cadeira elétrica e asfixia por gás.

Outra execução militar e transmissão ocorreu em outubro de 2026, o Pentágono autorizou a execução por fuzilamento de um major do exército (aprovada pelo presidente e recomendada pelo secretário Pete Hegseth), marcando a primeira execução militar por fuzilamento no país desde 1945.

A medida gerou grande repercussão por envolver planos de transmissão ao vivo, algo associado a discussões sobre a primeira execução pública em décadas.

Há o embate da legislação estadual versus federal nos EUA. A pena de morte nos EUA é descentralizada. Além do âmbito federal, estados como Carolina do Sul, Idaho, Mississippi, Oklahoma e Utah preveem ou já autorizaram o fuzilamento como alternativa ou método de execução.

Enfim, a morte de condenado se torna mais um espetáculo.