
Linha acessória do extremismo bolsonarista, o Partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no sábado (17), para tentar barrar o Ato Musical pela Democracia, que terá shows de artistas como Caetano Veloso e Djavan em apoio ao presidente Lula (PT)que aconteceram neste domingo (18), no Rio de Janeiro, em Salvador e em Porto Alegre.
Corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva rejeitou o pedido do Novo. Na decisão, Cueva afirmou que não há “demonstração suficiente de que os eventos anunciados constituam comícios ou reuniões eleitorais destinadas à promoção da candidatura mediante apresentações artísticas, de modo a justificar sua suspensão preventiva”. Para o ministro, a suspensão preventiva representaria uma restrição desproporcional às liberdades de expressão e de reunião.
“A vedação legal, entretanto, não alcança indistintamente toda manifestação artística que contenha posicionamento político ou apoio a determinada candidatura”, completou Cueva.
O Novo também pediu ao TSE que os organizadores apresentassem contratos, notas fiscais, comprovantes de pagamento, extratos bancários e comunicações relacionadas à preparação dos eventos. O objetivo era reunir provas para futura ação de investigação judicial eleitoral por suposto abuso de poder econômico. Cueva negou as medidas urgentes de exibição e preservação de documentos, sem impedir que os pedidos sejam examinados posteriormente.

A sabujice do Novo em relação a Flávio Bolsonaro é nauseante e mostra que o partido, apesar do nome, é “velhaco” em termos políticos. Considerando que a extrema direita enche os pulmões para falar de liberdade de expressão, o pedido do Novo ultrapassa as fronteiras do absurdo e da incoerência. A Constituição Federal garante de forma explícita e isonômica o direito à liberdade de expressão, ou seja, não é privilégio de determinadas correntes ideológicas.
Sobre o pedido para que fossem apresentadas contratos, notas fiscais, comprovantes de pagamento, extratos bancários relacionados aos eventos, o Novo deveria se preocupar com os R$ 61 milhões pagos por Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme “Dark Horse”, mas que até o momento ninguém conhece o destino dado ao dinheiro.
Liderada no momento por Flávio Bolsonaro, a extrema direita quer jogar o Brasil na vala do passado e do retrocesso, abrindo caminho para uma ditadura velada, sempre ao som do mantra farsesco “Deus, pátria, família e liberdade”.
A extrema direita não tem exclusividade para falar de Deus ou em nome do Criador. Em relação à pátria, a atuaçãode Eduardo Bolsonaro, o “Dudu Bananinha”, nos Estados Unidos dispensa maiores explicações. No tocante à família, a presença de Flávio em festinhas de arromba fala por si. Sobre liberdade, o pedido do Novo mostra que somente os extremistas podem se manifestar.



