Flávio Bolsonaro escancara sua frouxidão e impõe novas condições para também abrir sigilos

Em matéria anterior afirmamos que Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, é covarde. Ratificamos nossa afirmação, agora com mais ênfase, pois Flávio sabe que o desafio de abrir os sigilos fiscal, bancário e telemático, proposto pelo presidente Lula, pode mandar pelos ares a candidatura e implodir sua nauseante soberba.

Após confirmar publicamente que mantém o desafio feito no debate da Band, no domingo (18), Lula aceitou as exigências apresentadas por Flávio para abrir os próprios sigilos. Candidato à reeleição, o presidente da República anunciou que na quinta-feira (22) protocolará no TSE documento para abrir os sigilos bancários do Instituto Lula, do seu ex-assessor de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e do cartão corporativo da primeira-dama Rosângela “Janja” da Silva.

Na noite desta quarta-feira, em mais uma demonstração de covardia e jogo sujo, Flávio ampliou a lista de exigências para concordar em abrir seus sigilos. A lista inclui movimentações financeiras de Paulo Okamoto, diretor do Instituto Lula, todos os registros de visitantes do Palácio do Planalto e todas as entradas no Palácio do Alvorada sob sigilo a pedido do petista.

Confira a lista completa apresentada pelo covarde candidato do PL:

– Todas as movimentações financeiras do Instituto Lula desde sua fundação e o sigilo telefônico e de mensagens de Paulo Okamotto, seu diretor;

– Todas as mensagens do WhatsApp, ligações do celular, extratos bancários e contas de cartões de crédito do secretário particular Marcola, que é beneficiário de repasses da lobista e sócia de Lulinha, Roberta Luchsinger;

– Todos os extratos dos cartões corporativos, inclusive os gastos da primeira-dama Janja, com sigilo de 100 anos imposto por Lula;

– Todos os registros de visitantes no Palácio do Planalto e detalhes da reunião mantida entre Lula e Daniel Vorcaro em 4 de dezembro de 2024;

– Todas as entradas no Palácio da Alvorada colocadas sob sigilo o por ordem de Lula;

– Tudo sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos na Força Aérea Brasileira (FAB), e a quebra de sigilo do sindicalista José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão de Lula.

Não é preciso qualquer esforço do raciocínio para saber que Flávio Bolsonaro, figura pusilânime e abominável, não abrirá seus sigilos (bancário, fiscal e telemático), atitude que arruinaria a carreira política.

Diante das novas exigências de Flávio, o UCHO.INFO sugere ao presidente da República que faça um contraponto e apresente os seguintes pedidos adicionais de quebra de sigilos:

– da loja de chocolates que o senador mantinha no Rio de Janeiro (desde a fundação);

– do ex-assessor Fabrício Queiroz, que fez depósitos na conta de Michelle Bolsonaro, pagou boletos de Flávio com dinheiro em espécie e quitou conta de hospital com dinheiro vivo;

– do advogado Frederick Wassef, que escondeu Queiroz em seu sítio e recomprou nos Estados Unidos relógio da marca Rolex vendido ilegalmente por Jair Bolsonaro;

– do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado no escândalo do INSS;

– de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Carca do INSS”, cujas empresas funcionam no mesmo escritório onde Flávio mantém a Bravo Grafeno, empresa de capacetes;

– e de Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia do senador, que é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, um sócio do Careca do INSS em offshore registrada nas Ilhas Virgens Britânicas.