Irã informa que quatro petroleiros foram destruídos no Estreito de Ormuz

Quatro navios petroleiros pegaram fogo após atingir minas ao tentar atravessar o Estreito de Ormuz, informou nesta quarta-feira (4) o Irã.

A emissora iraniana Press TV citou a Guarda Revolucionária do Irã afirmando que as embarcações tentavam utilizar uma rota na estratégica via marítima que não havia sido autorizada por Teerã. A nacionalidade das embarcações atingidas não foi divulgada até o momento.

“Quatro petroleiros que não cumpriam as regras e tentavam atravessar a passagem proibida ao sul do Estreito de Ormuz foram destruídos após atingir minas navais e continuam em chamas”, afirmou a força militar em comunicado divulgado pela televisão estatal. “Outras duas embarcações que também não cumpriam as regras foram interceptadas.”

A Guarda Revolucionária informou ainda ter abatido um drone sobre o estreito.

O episódio ocorreu após o presidente Donald Trump afirmar que os Estados Unidos haviam realizado ataques contra a República Islâmica, na sequência de relatos sobre uma incursão militar em Qeshm, a maior ilha situada no estreito.

Impasse sobre rota marítima

Teerã reivindica controle sobre Ormuz, uma das mais importantes rotas de petróleo e gás do mundo, e exige que os navios sigam um caminho designado ao longo de sua costa para atravessar o estreito. O regime tem atacado embarcações que tentam atravessar a via sem autorização desde o início da guerra.

O conflito, desencadeado por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro, encontra-se em um impasse há meses.

Os contatos indiretos entre EUA e Irã, conduzidos por mediadores, continuam sem sinais concretos de avanço diplomático. O governo iraniano afirma estar disposto a reabrir o estreito, mas apenas se Washington concordar com uma lista de exigências.

O principal negociador iraniano nas conversações com os EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, declarou que a República Islâmica está “pronta para o combate, com o dedo no gatilho”.

O presidente Masoud Pezeshkian insiste que seu governo busca resolver a crise “por meio do diálogo”. “Ninguém se beneficiará desta guerra” caso os combates sejam retomados, afirmou Pezeshkian na terça-feira (3). (Com agências internacionais)