Lula despede-se sem explicar os gastos com cartões de crédito e a compra de um relógio Cartier

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Face lenhosa – Acostumado a empurrar a poeira do desmando e da corrupção para debaixo da alcatifa palaciana, Luiz Inácio da Silva deixa o governo sem explicar aos brasileiros alguns polêmicos e importantes assuntos. Entre os temas que cairão na vala do esquecimento está o escândalo dos malfadados cartões de crédito corporativos, que na Esplanada dos Ministérios fizeram a alegria de muitos alarifes, a começar pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior – ele continuará no cargo sob o manto de Dilma Rousseff –, que usou o dinheiro do contribuinte para pagar uma tapioca no valor de R$ 8,00 e para hospedar a família e uma babá em hotel de luxo do Rio de Janeiro.

Deixando de lado a pequenez do ministro Orlando Silva, há no rastro do imbróglio dos cartões de crédito dois temas graves que Lula da Silva insiste em não esclarecer e que explicam a sua preocupação em manter sob sigilo os gastos da Presidência da República. Entre 24 e 28 de janeiro de 2007, durante a participação do presidente-operário no Fórum Econômico Mundial, em Davos, assessores presidenciais realizaram dois saques em dinheiro que totalizaram a bagatela de US$ 109 mil. A operação, realizada por meio de um cartão de crédito com a bandeira do Banco do Brasil, ficou registrada em um banco suíço sob o número 39C895.

Meses depois, em setembro de 2007, quando Lula discursou na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, a assessoria presidencial realizou outro saque milionário. Desta vez no valor de US$ 123 mil. Algo literalmente estranho, pois as despesas de viagem foram financiadas pela ONU. Mas a sandice maior ainda estava por vir. Um relógio Santos Dumont, da custosa e refinada marca Cartier, foi comprado na elegante 5ª Avenida pela bagatela de US$ 16 mil. A compra dessa seleta jóia foi realizada às 22h30 (horário local), quando lojas do naipe da Cartier recebem, às portas fechadas, seus clientes especiais. Mas tudo isso é absolutamente normal, porque o Brasil, segundo dizem alguns populistas de plantão, é o país de todos.

Como as estripulias consumistas de Lula da Silva foram noticiadas com exclusividade pelo ucho.info, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), com cópia da matéria nas mãos, ocupou a tribuna do Senado Federal para cobrar do presidente-metalúrgico uma explicação convincente. Na ocasião, o senador piauiense questionou se Lula responderia aos jornalistas deste site ou jogaria a própria história no lixo. E o presidente preferiu um obsequioso silêncio.

Tempos depois, o mesmo senador Heráclito Fortes, mais uma vez com a matéria em mãos, cobrou uma explicação da então ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que fora ao Senado para depor na Comissão de Infraestrutura. Fingindo desconhecer o assunto, Dilma desconversou.

Para quem chegou ao poder nos braços do povo e prometeu defendê-lo até o último instante, os saques e a compra de um relógio de luxo são atentados contra a democracia de um país que ainda tem nas ruas cidadãos revirando o lixo em busca de comida. Com a devida licença do messiânico Luiz Inácio, “nunca antes na história deste país”…

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