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André Vargas é acusado de ligações com Alberto Youssef, mas petista diz ser conselheiro do doleiro

andre_vargas_05Óleo de peroba – O mais novo escândalo do PT é a relação nada republicana do deputado federal André Vargas (PT), vice-presidente da Câmara dos Deputados, com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, que já levou à prisão Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. A Operação Lava-Jato investiga a lavagem de dinheiro patrocinada por um esquema criminoso que pode ter movimentado mais de R$ 10 bilhões.

Em sua mais recente edição, a revista “Veja” revela que André Vargas tem relações extremamente próximas com Alberto Youssef, o doleiro da Petrobras e do PT. Afirma a revista: “Entre os mais assustados com a investigação das irregularidades na Petrobras e seus enredos paralelos, figura o deputado André Vargas (PT), vice-presidente da Câmara. A Polícia Federal já descobriu que o petista, assim como Paulo Roberto Costa, tinha estreita relação com o doleiro Youssef, aquele que lavaria as propinas recebidas nas obras da Petrobras.”

A ligação do petista com o doleiro é antiga, de acordo com a publicação: “Vargas e Youssef são amigos, moram na mesma cidade (Londrina, no Paraná) e, segundo os agentes [da Polícia Federal], conversavam com frequência. Em mensagens de celular e telefonemas, combinavam encontros em aeroportos, portos de gasolina e até na casa do próprio deputado.”

Ao tentar explicar essa intimidade e seus encontros bisonhos secretos, o parlamentar petista acabou se complicando, segundo a revista: “Vargas, veja só, alega que dava conselhos sobre finanças e investimentos ao amigo, um notório conhecedor dessas engrenagens, cujo nome figura em histórias policiais há mais de uma década. “Ele me procurava para avaliar investimentos, colher informações, trocar ideias”.

Para quem não se recorda, o doleiro Alberto Youssef, conhecido como Beto, foi um dos alvos da CPI do Banestado. Ele operou fortemente no envio de dinheiro ao exterior por meio das chamadas contas CC-5. Como sempre acontece nessa barafunda chamada Brasil, a CPI terminou em uma enorme e mal cheirosa pizza, depois de um acordo entre a maioria dos seus integrantes. O relatório final, produzido pelo relator José Mentor, deputado federal pelo PT, serviu apenas como peso para porta em dia de ventania.

Beto Youssef é figura conhecida em Londrina, importante cidade paranaense, onde André Vargas, o “Bocão”, mantém sua base eleitoral. Youssef é compadre do finado José Janene, ex-deputado federal e “Xeique do Mensalão do PT”. Uma investigação mais aprofundada na contabilidade da família Janene desvendaria um sem fim de mistérios, como, por exemplo, a participação de Enivaldo Quadrado no esquema desbaratado pela Operação Lava-Jato, além do dinheiro de alguns políticos brasileiros depositado em bancos de Beirute, capital do Líbano.

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