Comandante da Brigada Militar do RS abandona o posto para fazer panfletagem a favor do PT

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fabio_fernandes_01Caso de polícia – Um dia, alguém creditou ao general Charles de Gaulle a frase “O Brasil não é um país sério”. Todo brasileiro de bem sabe que essa profecia é uma colossal e incontestável verdade, mas até agora não foi possível comprovar a autoria da frase. Independentemente de quem seja o autor da célebre declaração, que já percorreu o planeta algumas vezes, o ex-presidente da França, se tivesse conhecido o comunista gaúcho Tarso Genro, certamente repetiria as mesmas palavras ao referir a essa barafunda chamada Brasil.

Em matéria publicada no dia 29 de janeiro de 2013, o ucho.info alertou para perigo de o comando da Brigada Militar do Rio Grande do Sul ser entregue a um oficial que debaixo da farda ostenta uma descontrolada paixão pelo Partido dos Trabalhadores. Trata-se do coronel Fábio Fernandes, petista de carteirinha que galgou postos na Brigada Militar de maneira meteórica e inexplicável, sempre no vácuo dos malabarismos de Tarso Genro.

Com a chegada do incompetente Tarso Genro ao Palácio Piratini, sede do Executivo gaúcho, em janeiro de 2011, Fábio Fernandes foi guindado à Casa Militar sob a patente de major. No ano seguinte, em 2012, Tarso enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei, em regime de urgência, alterando a Lei de Promoções da Brigada Militar. A medida favoreceu Fernandes, que em um ano conquistou as patentes de tenente-coronel e coronel.

Criada em 18 de novembro de 1837, a Brigada Militar tem 177 anos de história, tradição e serviços prestados ao povo gaúcho, mas um enorme mal estar surgiu nas entranhas da corporação nos últimos dias. O coronel Fábio Fernandes, comandante-geral da BM, como se nada tivesse de útil para fazer, passou a atuar como cabo eleitoral do petista Tarso Genro, que não teve competência suficiente sequer para ser um asilado político no vizinho Uruguai. Afinal, dizendo-se perseguido pela ditadura militar, Tarso atravessou uma avenida e adentrou ao território uruguaio, como se tivesse realizado uma enorme proeza.

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Beira o inadmissível o comandante de uma corporação como a Brigada Militar sair às ruas de Porto Alegre para distribuir material propagandístico de um partido que nos últimos dez anos provou sua inconteste vocação para o banditismo político. Não se trata de implicância do ucho.info em relação ao PT, mas de mera constatação dos fatos que acabaram investigados pela Polícia Federal. O melhor exemplo é o Mensalão do PT, escândalo de corrupção que mandou parte da cúpula do partido para uma curta temporada no presídio da Papuda, no Distrito Federal. O maior exemplo, porém, que ainda gera desdobramentos, é o escândalo que culminou com a Operação Lava-Jato e que a qualquer momento pode alvejar o lobista Lula, a presidente Dilma Rousseff e o próprio governador gaúcho.

A atuação bisonha de Fábio Fernandes (na foto com jaqueta preta), militar que se sujeita ao cargo de estafeta de luxo de um incompetente como Tarso Genro, encontra explicação em um dos seus planos: o de tornar-se membro da Justiça Militar do Rio Grande do Sul, desde que governador consiga a reeleição, algo cada vez mais difícil.

Em qualquer país minimamente sério e com autoridades responsáveis, o comandante da Brigada Militar já teria sido ejetado do cargo, não sem antes ser beneficiado com o direito de contemplar o despontar do astro-rei de maneira geometricamente distinta. Ou seja, cadeia!

Se Fábio Fernandes deseja continuar como gazeteiro do PT nas plagas de chimangos e maragatos, que abandone a farda, pois tal deserção será interpretada como um enorme favor à Brigada Militar gaúcha. Com a devida licença das práticas medievais de exorcismo, vade retro, coronel!

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