EUA lançam “mãe de todas as bombas” em reduto do Estado Islâmico no Afeganistão

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O governo dos Estados Unidos informou, na quinta-feira (13), que utilizou sua mais poderosa bomba não nuclear contra alvo que seria do grupo “Estado Islâmico” (EI) no Afeganistão.

Conhecida como “mãe de todas as bombas”, a GBU-43 Massive Ordnance Air Blast (MOAB) foi criada à época da invasão americana ao Iraque, mas nunca havia sido usada por Washington em combate. Segundo informou o Pentágono em comunicado, o projétil, com cerca de dez toneladas de explosivos, foi lançado de uma aeronave americana às 19h32 (horário local) sobre um complexo de cavernas e túneis subterrâneos usado pelo EI no distrito de Achin, na província de Nangarhar, perto da fronteira com o Paquistão.

Os combatentes jihadistas se assentaram nessa remota região do país e a denominaram de província de Khorasan, parte de seu autodeclarado califado. Os EUA estimam que haja entre 600 e 800 soldados do EI em território afegão, estando a maior parte deles em Nangarhar.


“O bombardeio foi projetado para minimizar os riscos para as forças afegãs e americanas que conduzem operações nessa área e, ao mesmo tempo, potencializar a destruição de instalações e combatentes do EI-Khorasan”, afirma a nota do Departamento de Defesa.

John Nicholson, comandante das forças americanas no país, disse que o “Estado Islâmico” tem usado explosivos, bunkers e túneis para fortalecer sua defesa. “[A MOAB] é a munição adequada para reduzir esses obstáculos e manter o ritmo da nossa ofensiva contra o EI-Khorasan”, declarou Nicholson.

Os Estados Unidos ainda avaliam quais foram os danos provocados pelo bombardeio. Segundo a emissora CNN, o país enviou drones de reconhecimento para o local. O Pentágono assegura que “foram tomadas todas as precauções possíveis para evitar a morte de civis”.

A bomba MOAB foi desenvolvida nos EUA há 15 anos, mas até então só havia sido utilizada em testes controlados. Segundo a Força Aérea americana, na última vez em que ela foi testada, em 2003, foi possível avistar uma imensa nuvem em formato de cogumelo a uma distância de mais de 30 quilômetros. (Com agências internacionais)

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