Estica e puxa – O Comitê de Política Monetária do Banco Central, Copom, anunciou no início da noite desta quarta-feira (6) a decisão unânime de manter a taxa básica de juro em 7,25% ao ano, mas deixou sinais de que na próxima reunião do colegiado a Selic poderá sofrer ligeira alta. Essa mensagem ficou clara em trecho da nota do BC: “O Comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.
O recado mostra que o BC está atento à inflação, que há meses vem rondando o teto da meta fixada pelo governo, e que o principal fantasma da economia será controlado, sim, pela taxa de juro.
Apesar da preocupação do Copom, a inflação sofrerá impactos provocados pela alta dos alimentos, como feijão e tomate, e o aumento de 5% no preço do óleo diesel vendido na refinaria, o que deverá encarecer o custo do transporte em pelo menos 1,25%.
A majoração do preço do diesel certamente provocará um efeito cascata em vários segmentos, o que certamente empurrará para cima o mais temido fantasma da economia.
O aumento do diesel não será compensado com redução de impostos, conforme informou o ministro Guido Mantega, da Fazenda, mesmo diante do risco de comprometer o índice de inflação. No contraponto, a decisão em relação ao combustível foi bem recebida pelo mercado financeiro, que viu as ações da Petrobras ON registrarem ganho de 15% no pregão desta quarta-feira, o maior dos últimos quinze anos.