“Trem da alegria” que levou a esposa e o filho de Aldo Rebelo a Cuba não pode ser esquecido

Acionando a memória – Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, voltou a Roma para cumprir seus compromissos, a Jornada Mundial da Juventude já terminou e os brasileiros precisam retomar a vigilância e as cobranças, pois a boa impressão deixada pelo chefe da Igreja Católica não justifica que assuntos sérios sejam deixados de lado.

Ministro do Esporte, o comunista Aldo Rebelo desapareceu da cena política, possivelmente por recomendação do Palácio do Planalto. No último Carnaval, sob o patrocínio do suado dinheiro do contribuinte, Rebelo viajou a Cuba e de carona no avião oficial levou a mulher e o filho. Afinal, ninguém é de ferro e viajar por conta de terceiros é sempre agradável.

Do ministro foram cobradas explicações acerca desse trem da alegria familiar, mas nada do que foi dito até então convenceu. Aldo Rebelo disse que viajou em missão oficial e que a mulher e o filho foram convidados a ir a Cuba pelo governo do ditador comunista Raúl Castro. Checadas as informações relativas ao voo da FAB que levou Rebelo a Havana, os nomes dos caronas não constavam da lista de passageiros e muito menos na de convidados do governo cubano.

Aldo Rebelo foi beneficiado pela visita do papa ao Brasil, período em que a população voltou os olhos para o pontífice, mas esse escândalo não pode terminar dessa forma. O ministro ainda deve explicações e precisa ser cobrado de maneira incisiva, antes que o descalabro caia na vala do esquecimento.

A Força Aérea Brasileira não foi criada para fazer as vontades absurdas de políticos e autoridades, ao mesmo tempo em que sua atividade, pelo que consta, não é de companhia aere privada.

O ministro do Esporte, que parece temeroso com o imbróglio, já deveria ter ressarcido os cofres federais com o valor pró-rata da viagem de dois passageiros em jato executivo. Que Rebelo não copie a artimanha do deputado Henrique Eduardo Alves, que usou um avião da FAB para ir à final da Copa das Confederações, no Rio de Janeiro, com a namorada e parentes, mas depois de descoberto devolveu à União menos de R$ 10 mil.

Garantem os mais experientes que no universo nada é mais direitista do que um representante da esquerda no poder. É tão grande a identificação do comunista Aldo Rebelo com as benesses do capitalismo, que até para um apartamento na elegante e cara região dos Jardins, em São Paulo, ele se mudou. Mas essas contradições Freud, não o Godoy, explica.