Programa político mostra como o descaso do clã Sarney transformou o Maranhão em um estado miserável

Ápice do absurdo – Nada acontece por acaso e na política não existem coincidências. A pneumonia contraída pelo senador José Sarney (PMDB-AP), reforçada por dengue, serviu para mostrar a degradação que o clã comandado pelo caudilho impôs ao Maranhão, o mais pobre estado brasileiro. O caos no estado é tamanho, que nem mesmo uma simples doença como a dengue pode ser tratada nos hospitais públicos locais, que por decisão da governadora Roseana Sarney estão sob a batuta de Ricardo Murad, seu cunhado e secretário estadual da Saúde.

Enquanto os maranhenses padecem literalmente nas filas dos hospitais públicos, José Sarney, patrocinado pelo suado dinheiro do contribuinte, está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o mais caro e badalado do País. Sarney chegou à unidade médica da capital dos paulistas logo após receber alta, em São Luís, onde foi internado depois de passar mal durante a festa de casamento de uma de suas netas. Já curado da pneumonia e da dengue, o senador permanecerá no Sírio-Libanês por mais alguns dias para a realização de cateterismo.

Quem conhece o Maranhão sabe o quando choca ver as condições em que vive a extensa maioria da população, sempre sob os olhares insensíveis do grupo liderado por Sarney, que controla a política local como se o estado fosse uma capitania hereditária com viés de cornucópia particular, uma vez que os integrantes do clã construíram fortunas tendo a miséria alheia como alicerce.

Na última sexta-feira (16), o Partido Progressista do Maranhão levou ao ar programa político que mostra a realidade da população do estado, há décadas abandonada à própria sorte. Não é preciso nenhuma dose extra de sensibilidade para perceber, no programa ancorado pelo deputado Waldir Maranhão, o sofrimento estampado no rosto de cada uma das pessoas.

O editor do ucho.info conhece o Maranhão com muita intimidade, o que confere a este site certeza para afirmar que nos últimos quarenta anos o caos local só avançou.

O Maranhão exige mudanças e todos os brasileiros, de qualquer parte do País, deve exigir com veemência o início desse processo de transformação, pois é inadmissível que um estado que pode ser comparado aos mais miseráveis recantos do planeta financie hospitais de luxo a uma família hipocondríaca que olha para o Hospital Sírio-Libanês como um apaixonado por carros diante de um Box da Fórmula 1.