Governo do PT dá calote em bancos federais para maquiar contas públicas e engordar superávit

dinheiro_43Contabilidade criativa – São cada vez mais mirabolantes as manobras do desgoverno de Dilma Rousseff para fechar as contas públicas. Essas irresponsáveis incursões não param de assustar os que ainda ousam subestimar a capacidade inventiva da gestão petista. De acordo com reportagem do jornal “Valor”, publicada na edição desta terça-feira (19), o Tesouro Nacional tem deixado de quitar suas dívidas com os bancos federais apenas porque a ordem que desceu a rampa do Palácio do Planalto é para turbinar o superávit (economia para o pagamento dos juros da dívida).

No âmbito do Banco do Brasil, o débito recai sobre o pagamento de subsídios de financiamentos agrícolas, calote que chegou a R$ 8 bilhões em junho. É praticamente o dobro se comparado aos R$ 4,1 bilhões registrados em 30 de junho de 2013.

O que o governo federal busca com essa medida esdrúxula pode ser comparada ao cidadão que sai às compras com o cartão de crédito em punho, deixa de pagar a fatura para ficar com o dinheiro no banco e ingressa na lista de inadimplentes. Em suma, não há vantagem alguma nessa manobra absurda instituída por Dilma Rousseff e seus “golden boys”.

Pelos contratos celebrados com o Tesouro, a instituição financeira empresta recursos aos agricultores cobrando taxas menores do que as do mercado, em linhas de crédito como, por exemplo, o “Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção” (Inovagro) e “Construção e Ampliação de Armazéns” (PCA). Cabe ao órgão vinculado ao Ministério da Fazenda cobrir essa diferença por meio de uma operação conhecida como “equalização de taxas de juro”.

De acordo com o “Valor”, o volume de financiamentos agrícolas aumentou de R$ 131,4 bilhões para R$ 164,7 bilhões entre junho de 2013 e de 2014, o que representa alta de 25%. Com isso, subiu 50% a “equalização de taxas de juros” entre um período e outro, de R$ 47,6 bilhões para R$ 71,4 bilhões. “Mas o volume de subsídios que o banco oficial tem a receber do Tesouro aumentou muito mais, em 91%, na mesma base de comparação, indicando um descasamento entre o que o governo cobre e as despesas que o BB tem na operação dessas linhas”, alerta o jornal.

A estratégia adotada pelo governo para engordar o superávit fragiliza a credibilidade do Banco do Brasil junto ao mercado, pois trata-se de instituição financeira que, mesmo controlada pela União, tem acionistas privados. Por outro lado, o não pagamento dos débitos por parte do Tesouro Nacional poderá comprometer a capacidade do BB de oferecer crédito ao setor agrícola, que mais adiante reclamará da dificuldade em obter financiamentos ou de regras mais rígidas por conta da falta de recursos.

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