Crente que o Brasil é a Venezuela, Adams planeja golpe contra o TCU e exige afastamento de relator

luis_adams_03Ousadia comunista – O governo incompetente e corrupto de Dilma Rousseff insiste em perpetrar um golpe contra o Estado Democrático de Direito ao defender a remoção do ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, da relatoria do processo sobre as contas da petista de 2014, assunto que há muito é alavancado pelas fatídicas e criminosas “pedaladas fiscais”.

Advogado-geral da União, mas atuando como rábula de plantão do PT e da presidente, o petista Luís Inácio Adams cobrou do presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, a destituição do relator, o que ultrapassa com folga os limites do aceitável. Adams alega que o governo não está preocupado com o resultado do julgamento, que foi confirmado para a próxima quarta-feira (7), mas, sim, com a forma como o assunto vem sendo tratado.

Na verdade, o que o governo tenta com essa manobra é ganhar tempo, pois sabe que o resultado tende para a reprovação das contas da presidente Dilma, que no caso estaria à mercê da Lei de Responsabilidade, o que abre caminho para um processo de impeachment na Câmara dos Deputados.

O viés golpista da estratégia palaciana é tamanho, que Luís Inácio Adams disse que se o TCU realizar o julgamento das contas com Nardes na relatoria, o governo recorrerá ao Supremo Tribunal Federal, instância máxima do Judiciário nacional que nos últimos anos se notabilizou pelo aparelhamento promovido pelo PT.

“Se o processo não atender aos requisitos mínimos do devido processo, de garantia da análise do vício substancial, que decorre da suspeição, evidentemente nós vamos ao Supremo. Nós queremos garantir que, rejeite ou aprove, as contas da presidente sejam julgadas de maneira imparcial, objetiva e ponderada, e não de forma dirigida”, disse Adams.

O governo conseguiu dilatação do prazo da defesa, o que só foi possível porque o relator Augusto Nardes atendeu aos pedidos do governo, que agora teme diante da crescente possibilidade de derrota. O TCU é órgão auxiliar do Congresso Nacional, portanto deverá encaminhar ao Parlamento a decisão do plenário da Corte de contas e a recomendação de rejeição das contas, se assim decidir a maioria dos ministros. Ou seja, a palavra final ficará a cargo do Parlamento. Se o governo teme pelo pior, por certo a presidente Dilma não acredita na reforma ministerial anunciada na última sexta-feira (2) e que, segundo a própria petista, melhorará a coalizão do governo.

Adams, um dos muitos estafetas palacianos que concordam com os coices políticos do PT, pode estar pensando que o Brasil já é uma versão agigantada da combalida Venezuela, onde a palavra democracia existe apenas no dicionário. No momento em que o governo ameaça recorrer ao Supremo se não tiver sua vontade atendida pelo TCU, configura-se um Estado de exceção, no qual só pode prevalecer o desejo bandoleiro de um governo eminentemente corrupto e de um partido que, de forma acertada, foi comparado a uma organização criminosa.

Entre despenhar o papel de advogado-geral da União e defender o PT e seu desgoverno como se fosse um advogado de porta de cadeia há uma enorme diferença. O AGU tem, por dever de ofício, defender os interesses da União, como explicita o nome pomposo do cargo, ao passo que o advogado de uma organização criminosa tem a incumbência de tentar afastar as garras da lei que assombram o cliente. Acontece que no primeiro caso quem está a pagar a conta é a população brasileira, que não mais suporta a incompetência e a gatunagem que emolduram o governo de Dilma Rousseff.

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