
A guerra contra o Irã custou cerca de US$ 25 bilhões (R$ 125 bilhões) às Forças Armadas dos Estados Unidos desde que foi lançada no fim de fevereiro, informou nesta quarta-feira (29) um graduado funcionário do Pentágono.
“Estamos gastando cerca de 25 bilhões de dólares na Operação Fúria Épica. A maior parte desse valor é em munições”, disse aos parlamentares o controlador interino do Pentágono, Jules Hurst, citando o nome oficial da operação contra o Irã.
Ele não detalhou a base de cálculo da estimativa, nem se ela considerava os custos de reconstrução de infraestrutura americana danificada no Oriente Médio pelo conflito.
Mais tarde, o secretário americano de Defesa e chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou na mesma audiência no Congresso que a estimativa, neste momento, é inferior a US$ 25 bilhões.
Reagindo a perguntas dos parlamentares sobre o custo da guerra, Hegseth rebateu: “A pergunta que eu faria a este comitê é: quanto vale garantir que o Irã nunca obtenha uma arma nuclear?”.
A declaração de Hegseth é dissimulada e inverídica, pois não é necessária dose extra de raciocínio para concluir que a estimativa de US$ 25 bilhões é extremamente conservadora. Como Donald Trump enfrenta crescentes índices de desaprovação por parte da população estadunidense, mentir é a única saída que resta ao atual presidente dos EUA.
Em março, a agência de notícias Reuters informou, citando uma fonte da Casa Branca, que o governo estimava que só os seis primeiros dias de conflito tivessem custado US$ 11,3 bilhões aos cofres públicos.
Estados Unidos e Israel deflagraram uma série de bombardeios ao Irã em 28 de fevereiro, até o presidente americano Donald Trump declarar um cessar-fogo no início deste mês.
Apesar disso, o conflito, que desencadeou amplos impactos econômicos ao redor do planeta, segue sem solução, com ameaças descabidas e recuos pífios de Trump.






