De mansinho, governo do PT articula com governadores e prefeitos a volta da malfadada CPMF

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Nesta quinta-feira (22), o governo do PT começou a articular o apoio de prefeitos para tentar aprovar a recriação da CPMF no Congresso Nacional. A ideia é dividir os recursos arrecadados com o novo tributo também com Estados e municípios.

A presidente Dilma Rousseff recebeu, na manhã desta quinta, o Palácio do Planalto, integrantes da Confederação Nacional de Municípios para debater a questão. Ela também se reunirá com outras duas entidades, a Frente Nacional de Prefeitos e a Associação Brasileira de Municípios.

“Queremos construir com prefeitos e governadores a proposta da CPMF no Congresso”, declarou o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, após a reunião. Pela proposta que está sendo estudada, a alíquota seria de 0,38%, compartilhada em 0,20% para a União, 0,09% para municípios e 0,09% para os Estados.

“Essa é a possibilidade que está sendo articulada por prefeitos e governadores para agregar à proposta que o governo mandou de 0,20% de forma a assegurar um adicional de financiamento do orçamento para todos os entes da federação”, destacou o ministro.

Devido às dificuldades de fazer avançar a proposta na Câmara dos Deputados, Berzoini admitiu que o governo conta com a influência de prefeitos e governadores sobre as bancadas de parlamentares para conseguir aprovar o novo tributo.

“Nós contamos com essa articulação para que possamos ter um processo mais rápido e ter uma tramitação que assegure o mais cedo possível esses recursos para municípios, Estados e União”, afirmou.

Também após a reunião, o segundo vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios, Luiz Lázaro Sorvos, afirmou que, apesar de ser “constrangedor” defender a criação de um novo imposto, os prefeitos estão dispostos a ajudar o governo nessa tarefa. “Defender imposto é sempre constrangedor, principalmente na situação que estamos vivendo. Mas não temos alternativas, precisamos nos unir”, disse.

Garante a sabedoria popular que o tempo é o senhor da razão, algo que no Brasil é facilmente comprovado na seara política. Quando engrossava as fileiras da oposição, o Partido dos Trabalhadores sempre criticou de forma dura e contundente, a CPMF, com direito, inclusive a exageros de Lula, o alarife profissional que transformou-se em lobista de empreiteira. Disse Lula certa feita, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso: “A CPMF é uma extorsão oficial, é um roubo. Uma usurpação dos direitos do trabalhador”.

O tempo passou, mostrou-se senhor da razão, e nos dias atuais o PT não mais se preocupa em assaltar o trabalhador. Até porque, não há na história da humanidade roubo maior do que o Petrolão.

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