Equador: equipes resgatam 54 pessoas dos escombros provocados por forte terremoto

(H. Romerto - Reuters)
(H. Romerto – Reuters)

O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou que 54 pessoas foram resgatadas com vida após o terremoto que atingiu a região litorânea do norte do país no sábado passado (16). O tremor de magnitude 7,8 resultou na morte de ao menos 525 pessoas e deixou cerca de 4.600 feridos, além de cem pessoas que ainda estão desaparecidas.

Correa divulgou o balanço em declarações durante nova visita às áreas afetadas pelo tremor, nesta terça-feira. Ele conferiu os danos causados, conversou com os afetados e cumprimentou as equipes de resgate nacionais e internacionais que trabalham na região.

O presidente agradeceu “muitíssimo ao mundo inteiro” pela solidariedade demonstrada ao Equador e comentou que toda a América Latina mostrou seu respaldo, além de governos de países como Espanha e Estados Unidos: “O presidente [Barack] Obama acabou de me ligar”, comentou.

O governo equatoriano estimou que os danos causadas pelo terremoto estão entre 2 bilhões e 3 bilhões de dólares. A Coreia do Sul prometeu uma ajuda de 700 mil dólares, enquanto outros 13 países ofereceram mais de 600 especialistas internacionais e consultoria técnica e logística para lidar com desastres naturais.

“As perdas são multimilionárias, eu calculo, a grosso modo, em 3 bilhões de dólares, 3% do Produto Interno Bruto, e isso significa uma reconstrução de anos. É uma luta longa, por isso peço que vocês não desanimem”, ressaltou Correa, direcionando-se à população equatoriana.


Correa lamentou a perda de vidas humanas e disse que, em proporção de habitantes, a cidade de Canoa, no norte, é a mais afetada pelo terremoto, pois 80% daquele balneário desapareceu. “É uma cidade fantasma”, comentou, ao reconhecer as dificuldades que existem para se chegar ao local.

Embora várias pessoas tenham sido retiradas dos escombros com vida nesta terça-feira, equipes de resgate disseram que as esperanças de encontrar sobreviventes são reduzidas, já que os trabalhos de resgate entraram no quarto dia. As equipes continuam a usar escavadeiras, cães farejadores e as próprias mãos na busca por sobreviventes em meio a mais de 1.500 casas, empresas e hotéis que desabaram com o abalo.

Ajuda humanitária

A Secretaria Nacional de Gestão de Riscos (SNGR) do Equador afirmou que mais de 20 mil pessoas fugiram de suas casas, e a Cruz Vermelha espanhola estima que aproximadamente 100 mil pessoas necessitem de assistência médica ou humanitária.

A ONU divulgou estar planejando um “grande transporte aéreo”, e a organização de direitos humanos Oxfam International comunicou o envio de cerca de 2 mil quilos de suprimentos. Na última segunda-feira (18), o Programa Alimentar Mundial disse ter despachado um comboio com comida suficiente para alimentar 8 mil pessoas durante 15 dias. O Peru também enviou dois aviões carregados com ajuda humanitária.

Na noite de terça-feira foi registrada nova réplica do terremoto principal, de magnitude 6,1. Seu hipocentro, próximo à localidade costeira de Muisme, foi determinado a 15,7 quilômetros de profundidade. Já foram registradas 436 réplicas do abalo sísmico de sábado, o pior tremor registrado no Equador desde 1949. (Com agências internacionais)

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