Curitibanas cercam a casa de Fachin e defendem prisão a partir de condenação em 2ª instância

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O paranaense Luiz Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal, não tem mais sossego. Um grupo de curitibanas, o “Mais Brasil Eu Acredito” – que já conduziu ações ousadas no processo do impeachment de Dilma Rousseff e no apoio à Operação Lava-Jato – tem feito uma pressão direta e implacável para que Fachin não mude seu voto sobre a prisão de condenados na segunda instância do Judiciário.

Para o grupo, essa mudança seria um grave retrocesso e um golpe fatal na Lava-Jato. Para pressionar Fachin, no último final de semana as curitibanas cercaram a casa do ministro em Curitiba, um luxuoso apartamento localizado em um condomínio em área nobre. A vizinhança, em vez de se incomodar, apoiou a manifestação. Fachin sabe que se mudar o voto sua vida ficará difícil. E o ministro treme de medo das “guerrilheiras”.

Uma das ações mais cinematográficas do grupo “Mais Brasil” ocorreu durante a fase que antecedeu a votação do impeachment na Câmara dos Deputados. Lula montou seu QG no hotel 5 estrelas Royal Tulip, em Brasília, onde ‘negociava’ votos contra o impeachment. As curitibanas se hospedaram no hotel e ficaram espreitando políticos que lá chegavam para se encontrar com Lula à sombra de tenebrosas transações.


Uma das vítimas dessas “emboscadas” foi o ex-ministro Gilberto Carvalho, que errou ao acreditar que conseguiria levar as curitibanas na conversa. Foi “dialogar” com as curitibanas e deu-se muito mal. De chofre foi chamado de “ladrão”. Tudo devidamente gravado e filmado.

O grupo também estava em Brasília quando Dilma foi despejada temporariamente do Palácio do Planalto, em 12 de maio. Sem medo de ser feliz (e de sofrer agressões), as curitibanas se infiltraram no grupo que o PT arregimentou, à base de “pixuleco” e mortadela, para saudar a saída da “presidenta”. Ficaram por ali até serem identificadas e hostilizadas pela turma do “grelo duro”.

Entre as coisas boas trazidas pelos movimentos pró-impeachment e contra a corrupção está a constatação, inequívoca, de que a militância política feminina não precisa ser uma atividade conduzida por mulheres desleixadas e com ar de mal-amadas. Entre as curitibanas que militam contra a corrupção e o PT, do grupo que ocupou o prédio de Fachin, predominam as “bem resolvidas”, bonitas – algumas lindas –, além de corajosas e independentes.

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