Trompetista Wallace Roney morre aos 59 anos, nos Estados Unidos, vítima da Covid-19

 
Uma das estrelas do jazz e discípulo de Miles Davis, o trompetista norte-americano Wallace Roney morreu na terça-feira (31), em Paterson, no estado de Nova Jersey. Roney tinha 59 anos e morreu em decorrência de complicações do novo coronavírus, informou sua noiva, Dawn Jones.

No momento em que sua trajetória musical encontrou a do mago Miles Davis, que foi seu professor entre 1985 e 1991, Roney já liderava o Young Lions, movimento de jovens músicos cujo objetivo era resgatar o jazz do meio do século.

A proximidade com Davis rendeu a Wallace Roney críticas ácidas e injustas, como as que exaltavam o seu talento, mas destacavam a dificuldade em se distanciar do mestre, o que não era verdade.

 
Considerado por muitos um “músico prodígio”, Roney começou a aprender trompete aos 6 anos, aos 12 tornou-se no mais novo instrumentista de um grupo da orquestra de Filadélfia, sua cidade natal.

Wallace Roney integrou a banda de Art Blakey e tocou com alguns dos maiores nomes do jazz, como Dizzie Gillespie e Ornette Coleman, além de Miles Davis. Por ocasião da morte de Davis, Wallace Roney juntou-se ao grupo VSOP, criado em de tributo ao trompetista e do qual faziam parte Herbie Hancock, Ron Carter, Tony Williams e Wayne Shorter.

Como legado, o trompetista deixa vários álbuns, como “Mystikal”, “Jazz”, “A place in time” e “Blue Dawn – Blue Nights”, entre outros.

Nos últimos dias, a Covid-19 foi também implacável no meio artístico. Além do maestro Martinho Lutero, a maestrina Naomi Munakata, o ator Mark Blum, o dramaturgo norte-americano Terrence McNally e o saxofonista Manu Dibango faleceram em decorrência de complicações do novo coronavírus.