Em desvantagem na pesquisa Atlas, Flávio aciona o TSE e mostra desapreço pela democracia

O fruto não cai longe da árvore. É o que reza a sabedoria popular para reforçar a tese “quem sai aos seus, não degenera”, ou seja, a genética sempre prevalece.

Filho “01” do golpista condenado Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, tenta imitar o pai ao requerer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a não divulgação de pesquisas eu apontem sua queda na intenção de voto

O pedido ao TSE tem como foco a pesquisa Atlas/Bloomberg, que mostra queda de seis pontos nas intenções de voto do pré-candidato à Presidência, em cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A equipe da pré-campanha de Flávio Bolsonaro alega que o questionário da pesquisa “teria sido estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro”.

O presidenciável do PL afirma que a disposição das perguntas e temas, com “uso de associações entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master contaminam e induzem as respostas dos entrevistados”.

É importante lembrar que Jair Bolsonaro não concordou com o resultado da corrida presidencial de 2022 e tentou subverter a ordem democrática com um golpe de Estado, que para a sorte dos brasileiros de bem acabou fracassando.

Flávio Bolsonaro não apenas pediu R$ 134milhões a Daniel Vorcaro para supostamente financiar um filme sobre a trajetória política do pai, mas visitou o ex-banqueiro logo após a primeira prisão, o que mostra o grau de intimidade entre ambos.

O pedido feito ao TSE mostra de maneira clara o desapreço de Flávio Bolsonaro pela democracia, o que não surpreende. Afinal, somente alguém descolado da realidade é capaz de defender a produção de um filme sobre o pai golpista.