
Como afirmamos em matérias anteriores, o senador Flávio Bolsonaro implorou por encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na expectativa de deixar a Casa Branca com uma foto ao lado do mandatário estadunidense.
O espetáculo de subserviência tinha o objetivo inicial de conter os efeitos colaterais provocados pelo escândalo envolvendo 0 senador, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o filme “Dark Horse”.
Todo esforço de Flávio na capital americana parece não ter surtido efeito nas pesquisas de opinião visando a corrida presidencial de outubro próximo.
Divulgada nesta quinta-feira (28), a pesquisa Meio/Ideia mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, abriu vantagem em relação a Flãvio em simulação de segundo turno.
De acordo com o levantamento, Lula tem 46,5% das intenções de voto, contra 41,4% de Flávio nesse cenário. Três semanas antes, o senador tinha 45,3% contra 44,7% do petista.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas entre sábado (23) e quarta-feira (27). A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-02918/2026.
No primeiro turno, Lula aparece com 38,5% e Flávio, com 31,5%. O cenário se completa com Ronaldo Caiado (PSD), com 5,5%; Romeu Zema (Novo), com 2,4%; e Renan Santos (Missão), com 2,1%. Lula tinha 40% na rodada anterior, enquanto Flávio marcava 36%
A pesquisa também aferiu o impacto das mensagens de áudio que associam o senador ao banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio pediu dinheiro ao dono do Master para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do seu pai, o golpista condenado e preso Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o levantamento, 60,4% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento do caso. Outros 10% ouviram falar do escândalo, sem detalhes, e 18,2% não ouviram falar.
Entre os eleitores, 44% afirmaram ter opinião pior sobre Flávio após a divulgação do episódio, 30,8% disseram que não mudaram a percepção e 14,5% relataram melhora na imagem do senador. Outros 10,7% não souberam responder.
A pesquisa aponta que 57% creem que o caso impactará muito ou um pouco a campanha, 24% acreditam que não terá impacto, 6% avaliam que o senador será ajudado pelo efeito “vitimização” e 13% não sabem.
Quase metade dos entrevistados (48%) considera que o episódio deve ser investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, o que já acontece noambito da Operação Compliance Zero.




