Flávio Bolsonaro empregou mãe e esposa de miliciano, mas quer rotular PCC e CV como terroristas

Preocupado em minimizar os efeitos do seu bisonho relacionamento com Daniel Vorcaro, ex-dono do liquidado Banco Master, na pré-campanha à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou aos Estados Unidos para conseguir uma patética foto ao lado de Donald Trump, em inequívoca demonstração de complexo de vira-lata.

Flávio comunicou ao Senado que se ausentaria do Parlamento, na semana em que o Congresso Nacional vota matérias importantes, como o fim da escala 6×1, para em solo americano conspirar contra o Brasil. Considerando questões genéticas, a atitude do senador fluminense não surpreende.

Não bastasse o pedido feito a Trump para que as facções criminosas PCC e Comando Vermelho sejam classificadas como organizações terroristas estrangeiras, o que não condiz com a realidade, Flávio reiterou o pleito a outras autoridades estadunidenses.

O objetivo do presidenciável do PL não foca a segurança dos brasileiros, mas, sim, uma forma de criar dificuldades para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto.

É necessário destacar que Flávio, em momento de sabujice explícita, sugeriu que Trump poderia bombardear a Baía de Guanabara, em referência aos ataques dos EUA a traficantes que utilizam embarcações velozes para alcançar os destinos planejados.

É de suma importância que Trump e assessores mais próximos saibam que Flávio é membro de uma família que na seara política homenageou ao menos 16 milicianos, alguns deles integrantes do “Escritório do Crime”, conhecido grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro.

Além disso, Flávio Bolsonaro, enquanto deputado estadual no RJ, se aproximou do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, que emplacou a mãe e a esposa no então gabinete do agora senador.

Inobstante, Flávio, na eleição de 2018, conquistou 90% dos votos nas zonas eleitorais da comunidade de Rio das Pedras, região dominada por milicianos. O mesmo ocorreu em 2022, quando Jair Bolsonaro tropeçou na tentativa de reeleição, mas saiu vencedor nas regiões do Rio de Janeiro controladas pela milícia.

Em várias ocasiões, Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro fez discursos no plenário da Câmara dos Deputados elogiando grupos de extermínio e defendendo policiais ligados a milícias do Rio de Janeiro.

2003: Em discurso, afirmou que o “crime de extermínio” seria “muito bem-vindo” na ausência da pena de morte e chegou a oferecer apoio aos grupos na Bahia e no Rio de Janeiro.

2005: Usou a tribuna para defender o ex-policial militar Adriano da Nóbrega (morto em 2020), que era acusado de chefiar milícias, atacando sua condenação por homicídio.

2008: Durante o encerramento da CPI das Milícias, criticou o relatório final e defendeu que “não se pode generalizar” ao falar sobre milicianos.

Apesar desse histórico desabonador, Flávio Bolsonaro foi à Casa Branca usando gravata em todos verde e amarelo, como forma de destilar seu falso patriotismo, e mergulhou nas turvas águas da hipocrisia ao solicitar que o PCC e o CV sejam classificamos como organizações terroristas estrangeiras.