
O Irã ameaçou neste domingo (14) romper as negociações de paz com os Estados Unidos após um ataque por Israel contra a capital do Líbano, Beirute. Pelo menos três pessoas morreram e 15 ficaram feridas.
Pouco antes, o Paquistão, que media as conversas, anunciara que o fim da guerra no Golfo Pérsico deveria ser oficializado dentro de 24 horas. A informação foi repetida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto o Irã previu a assinatura do acordo para os “próximos dias”.
“Se não houver vontade ou capacidade para cumprir os compromissos, é impossível falar em seguir em frente”, advertiu Mohamad Qalibaf, negociador-chefe iraniano, em reação ao ataque.
Ele ainda acusou os EUA de apostarem numa estratégia de “policial mau, policial bom”, o que significaria dar luz verde para o ataque por Israel a fim de atrair a delegação em direção aos interesses americanos nas conversas de paz.
Israel mirou os subúrbios do sul de Beirute, tidos como reduto do grupo armado Hezbollah, aliado do Irã. Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), houve danos significativos em edifícios residenciais e estabelecimentos comerciais.
Reabertura de Ormuz em pauta
O acordo de paz tem como objetivo a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima essencial para o comércio global de petróleo. Também prevê, segundo oficiais envolvidos nas negociações, o início de negociações de 60 dias sobre o programa nuclear iraniano.
Termos preliminares do acordo, descritos à agência de notícias Reuters por várias fontes, indicam que os Estados Unidos começariam a liberar ativos iranianos congelados e a suspender sanções sobre as exportações de petróleo do país, em troca da abertura do estreito pelo Irã.
Quando Israel atacou os subúrbios de Beirute pela última vez, há uma semana, o Irã respondeu com ataques contra território israelense. O governo de Israel disse neste domingo estar preparado para um contra-ataque libanês.
Para Teerã, principal apoiador do Hezbollah, qualquer pacto de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã também deve incluir o fim da ofensiva de Israel no Líbano.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já entrou em choque com Trump devido às exigências dos Estados Unidos de que Israel reduza a ação militar no Líbano para permitir que Washington alcance um acordo com Teerã. (Com agências internacionais)




