Nunes Marques resgata os tempos da ditatura e proíbe circulação de jornal do Sindipetro

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques faz despudorada campanha a favor de Flávio Bolsonaro, filho do golpista condenado e preso que com a ajuda de asseclas planejou matar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.

Em sua mais nova investida inquisitorial, Nunes Marques proibiu a circulação do jornal “Petróleo dos Brasileiros”, publicação institucional do Sindipetro Unificado (sindicato que representa petroleiros dos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal), com apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Nunes Marques atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro. Trata-se de inequívoco ato de censura, algo que não acontecia desde o fim da ditadura militar, que a família Bolsonaro tanto exalta. Sigilosa, a decisão cumprida na última semana.

A defesa argumentou que o periódico tinha finalidade político-eleitoral ao comparar as propostas e gestões presidenciais (incluindo o governo de Jair Bolsonaro e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva) com desproporção e quebra da paridade de armas.

A campanha de Flávio alega que o material da entidade de classe, com o título “Eleição 2026: o que cada projeto defende para o Brasil?”, foi distribuído às vésperas do primeiro turno com conteúdo “integralmente dedicado à disputa presidencial, sem qualquer relação com o exame ordinário de políticas públicas de interesse da categoria profissional representada”.

O Sindipetro e a FUP classificaram a decisão como um ato de censura e cerceamento da liberdade de expressão e do direito à informação em ano eleitoral, argumentando que a publicação apenas apresentava dados sobre os rumos da Petrobras.

Flávio Bolsonaro, assim como todos os integrantes do clã golpista, defende a liberdade de expressão desde que em benefício próprio. Quando o direito à liberdade de expressão é invocado por aqueles que lhe fazem oposição, prevalece o conceito ditatorial, a exemplo da decisão de Kassio Nunes Marques, que precisa da eleição de Flávio para se livrar do escândalo do Banco Master.