
O Brasil enfrenta grave e preocupante crise institucional, talvez a maior desde a redemocratização. Em cenário de absurda polarização polícia, o País caminha a passos largos na direção do retrocesso e do autoritarismo, caso Flávio Bolsonaro vença a segunda etapa da corrida presidencial.
Para piorar o que é inegavelmente ruim, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, decidiu fazer campanha, de forma escancarada, para Flávio Bolsonaro.
Nunes Marques determinou que o WhatsApp retirasse do ar o canal ‘Exército do Lula’, atendendo a um pedido da campanha de Flávio, que não quer ver divulgadas as verdades sobre sua trajetória política e o futuro do Brasil caso vença a eleição.
O presidente do TSE, indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo golpista condenado e preso, suspendeu nesta terça-feira (13) a decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia autorizado o funcionamento do canal. Com isso, o canal ficará fora do ar até que asituação seja regularizada perante a Justiça Eleitoral.
Com a nova decisão, o caso não será levado ao plenário do TSE para decidir sobre o funcionamento do canal, como havia determinado Cueva, pois a possibilidade de derrota era enorme.

Em outra decisão tomada nesta terça-feira, Nunes Marques reconheceu que o canal era utilizado na propaganda eleitoral sem que seu endereço tivesse sido comunicado à Justiça Eleitoral.
As recentes manobras de Kassio em favor de Flávio Bolsonaro geraram desconforto e desconfiança no TSE e no STF. Ao presidente do TSE interessa apenas a vitória de Flávio, pois conseguirá se livrar do escândalo do Banco Master, do qual se beneficiou de maneira criminosa, com direito a noitadas com garotas de programa e pagamentos exorbitantes ao filho advogado.
Além disso, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro abriria caminho para o impeachment de ministros do STF, começando por Alexandre de Moraes, que, como tem afirmado o UCHO.INFO, há muito deveria ter deixado a Corte.
Esse cenário aponta na direção do acirramento do clima nada confortável no STF, onde surgirão nos próximos dias novas provas comprometedoras contra ministros envolvidos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
É importante lembrar que o presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que nenhum integrante da Corte seja poupado nas investigações sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro.



