
A grande imprensa brasileira passou boa parte do período eleitoral incensando a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Lula no segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto.
Consumada a derrota de Flávio, muitos jornalistas, que vendem aos incautos a ideia farsesca de serem especialistas ou analistas, agora tentam minimizar o estrago para manter livre o acesso ao novo governo Lula. Abjeto, tal comportamento provoca engulhos em que sabe o significado de jornalismo.
No dia seguinte do segundo turno, a imprensa passou a ceder espaço ao mercado financeiro, que em atitude rasteira acionou a alavanca da especulação. Aos jornalistas comprometidos com a verdade cabe o dever de noticiar que se trata de movimento especulativo, cujo resultado acabará no bolso da população.
Os mesmos veículos de comunicação, que ora adulam o mercado financeiro, apostaram na candidatura de Flávio Bolsonaro na esperança de alcançar alguns objetivos, entre os quais o retorno das bets e da escala 6×1.
Que ninguém se deixe levar pelo momento atual, pois a grande imprensa e o mercado financeiro são especialistas em apostar contra o Brasil. Dar espaço para o oportunismo rasteiro e criminoso do mercado é algo inaceitável.
Ninguém deve esperar postura coerente de muitos profissionais de imprensa, já que com frequência são contratados por bancos e instituições financeiras para palestras que engordam os respectivos salários. Uma postura dual significa, como reza a sabedoria popular, “matar a galinha dos ovos de ouro”.




