
Não bastasse o banditismo político que grassa em todos os quadrantes do território nacional, o Brasil é vítima recorrente da politicagem. Pífios em sua maioria, governantes aproveitam qualquer situação para destilar falso bom-mocismo, sem que a população reaja a esse comportamento vil e rasteiro.
Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) cobrou celeridade do governo Lula (PT) para decretar a caducidade do contrato da Enel SP, após decisão unânime do órgão técnico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pela não renovação da concessão do serviço de distribuição de energia elétrica prestado pela empresa na região metropolitana da capital paulista.
Nunes disse em entrevista que a decisão da Aneel mostra a ineficiência da distribuidora de energia que em São Paulo atende 8,5 milhões de consumidores. O prefeito paulistano quer que o Ministério de Minas e Energia acelere o processo de caducidade do contrato de concessão da Enel SP.
“Para que a gente possa se livrar o quanto antes dessa péssima empresa, que fez nossa população sofrer demais nos últimos anos”, declarou o prefeito em entrevista ao portal UOL.
É importante destacar que durante eventos climáticos extremos a Enel SP demorou a restabelecer o fornecimento de energia aos consumidores de várias regiões da Grande São Paulo, mas não se pode esquecer que ultrapassa as fronteiras do absurdo a atuação da Prefeitura paulistana quando o assunto é manutenção e poda de árvores.
É enorme a quantidade de árvores na cidade de São Paulo tomadas por cupins. Quase ocas, as árvores não suportam o peso da água da chuva durante os temporais e acabam caindo sobre a fiação da rede elétrica.
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Ricardo Nunes, oportunista conhecido, passou a defender o fim do contrato de concessão da Enel SP porque até recentemente sonhava com a possibilidade de concorrer ao governo paulista. Como o governador Tarcísio de Freitas, o turista acidental, optou por disputar a reeleição, o prefeito mantém o discurso de olho no futuro.
A decisão da Aneel desta terça-feira refere-se à abertura de processo de caducidade da concessão, mas a Enel SP tem prazo de 30 dias para apresentar defesa. No radar da decisão está a não renovação automática da concessão da Enel SP, o que não impede a novação do contrato.
O contrato de concessão da Enel SP é válido até junho de 2028. Até lá, disputas jurídicas legítimas se sucederão nesse cenário de múltiplos interesses.
Em que pese o fato de a Enel SP prestar um serviço de qualidade questionável, a distribuidora investiu muito dinheiro na operação e não sairá de mãos vazias de um processo que demorar até o desfecho.
Nota de R$ 3
No tocante a Ricardo Nunes, como acreditar em um homem que agride a esposa, diz que o boletim de ocorrência foi forjado e convence a companheira a dizer que não se recorda dos fatos.
À polícia, Regina Carnovale Nunes informou: “Inconformado com a separação, [Nunes] não lhe dá paz, vem efetuando ligações proferindo ameaças, envia mensagens ameaçadoras todos os dias e vai em sua casa onde faz escândalos e a ofende com palavrões. Afirma a vítima que diante da conduta de Ricardo, está com medo dele”.
Agressão não precisa obrigatoriamente ser física. Pode ser verbal, com ameaças e ofensas. Por outro lado, se a atual primeira-dama paulistana registrou boletim de ocorrência e depois teve um momento de amnésia de conveniência, está patente a falsa comunicação de crime, mesmo que no caso em questão seja necessária representação da vítima.






