Marco histórico contra o analfabetismo

(*) Gisele Leite

Pela primeira vez em cinco anos, a taxa de analfabetismo no Brasil cai, e menos de cinco por cento da população. permanece analfabeto.

A taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% da população com 15 anos ou mais, o menor nível da série histórica. Apesar desse marco histórico que levou o índice abaixo de 5%, o país ainda contabiliza cerca de 8,4 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever.

A taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% da população com 15 anos ou mais, o menor nível da série histórica. Apesar desse marco histórico que levou o índice abaixo de 5%, o país ainda contabiliza cerca de 8,4 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever.

Os dados mais recentes da PNAD Contínua (IBGE) revelam progressos significativos, mas escancaram desigualdades regionais e estruturais que ainda desafiam a educação no país.

Desigualdade etária: O analfabetismo está fortemente associado à idade. Enquanto a faixa de 15 a 19 anos tem a menor taxa (cerca de 1,5%), o grupo de idosos (65 anos ou mais) concentra os maiores índices, superando os 15%.

Disparidade Regional: O Nordeste continua apresentando as maiores taxas, enquanto as regiões Sul e Sudeste registram os menores índices.

Analfabetismo Funcional: Apesar da queda na incapacidade total de ler e escrever, o Analfabetismo Funcional atinge quase 30% da população economicamente ativa (15 a 64 anos).

Esse grupo, mesmo sabendo ler frases simples, não possui a habilidade de compreender textos longos ou fazer operações matemáticas aplicadas ao cotidiano.

O índice aponta que 58% dos analfabetos do país estão concentrados na população com 60 anos ou mais.

Entre esta faixa etária, a taxa de analfabetismo estão:

– 14,1% entre os homens;

– 20,6% entre pretos ou pardos;

– 7,3% entre brancos.

Os dados indicam que a queda do analfabetismo tem sido puxada pelas gerações mais jovens. No entanto, continua a ser necessário pensar em políticas públicas para a educação de jovens e adultos.

É indispensável haver valorização dos profissionais da educação.

Ainda é um desafio enorme, precisamos disseminar a crença de que a educação é capaz de produzir transformação social, política, cultural e produz uma cidadania ativa e participativa.

(*) Gisele Leite – Mestre e Doutora em Direito, é professora universitária.

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