
A farsa da entrevista da socialite e lobista Roberta Luchsinger, que se apresenta como neta de outrora acionista do banco Credit Suisse, não demorou a ser desmontada. Como informou o UCHO.INFO em matéria publicada na edição de domingo (18), a entrevista é desprovida de credibilidade, por diversos motivos, a começar pelo congelamento de bens da lobista.
Com declarações desprovidas de provas, Luchsinger afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, teve reuniões frequentes com ministros do governo do presidente Lula, algo que, se confirmado, não resultou em qualquer contrato com a gestão federal.
Luchsinger disse que o presidente Lula é mau-caráter, mentiroso, senil e machista. Alegou estar disposta a fazer acordo de delação e não ter vocação ser “boi de piranha”.
A lobista afirmou na entrevista estar impedida de detalhar as denúncias por conta de investigação da Polícia Federal que está em curso, mas proposta de acordo de colaboração premiada deve ser negociada com as autoridades competentes. Caso houvesse interesse das autoridades em negociar eventual delação, os advogados da lobista e socialite já teriam sido contatados, o que não ocorreu até o momento.

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A farsa foi confirmada logo após a entrevista concedida à CNN Brasil, quando deputados da extrema direita enviaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedido de inclusão da lobista no programa de proteção às testemunhas, estendido às duas filhas, uma delas fruto do casamento com o ex-delegado da PF e ex-deputado federal Protógenes Queiroz, atualmente asilado na Suíça.
Para completar a ópera bufa em que se transformou a estratégia rasteira, o candidato Flávio Bolsonaro, no debate da Band, questionou logo de início se o presidente Lula conhece Luchsinger, ao que o petista respondeu tratar-se de assunto da competência da Polícia Federal, como de fato.
A estratégia rasteira da extrema direita não produziu os resultados esperados. Pelo contrário, a citada entrevista passou a ser considerada, por motivos óbvios e inquestionáveis, como “missa encomendada”.
O amadorismo que move a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência é tamanho, que falta competência para contratar um roteirista competente ou até mesmo identificar um roteiro pífio. Essas pessoas, que creem ser herdeiros de Aladim, mas na verdade são cópias mal-acabadas de Ali Babá, pretendem decidir os destinos do Brasil.



