Flávio Bolsonaro se acovarda e faz exigências para abrir os próprios sigilos e os da família

Afirmamos em matérias anteriores que entre os muitos traços de personalidade que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) herdou do pai, o golpista condenado Jair Bolsonaro, a covardia é a que mais se destaca, sempre na companhia da dissimulação. Afinal, como reza a sabedoria popular, “quem sai aos seus não degenera”.

Desprovido de postura e qualificação para gerenciar um quiosque à beira-mar, Flávio tem recorrido ao jogo rasteiro para tentar subir a rampa do Palácio do Planalto na condição de presidente da República.

No debate da Band, realizado no último domingo (18), Flávio provocou e desrespeitou o presidente Lula, seu adversário na corrida presidencial. Em dado momento, o petista questionou Flávio sobre o destino dos R$ 62 milhões supostamente usados para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de um golpista. Como esperado, o presidenciável do PL mudou de assunto.

Na sequência, Lula lançou um desafio a Flávio: abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico de ambos. Mais uma vez, o “golpista júnior” trilhou o caminho da dissimulação, falando sobre saúde, segurança pública e organizações narcoterroristas.

Lula cumpriu a promessa em versão estendida e autorizou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) a abrirem os sigilos dele e de todos os seus filhos – Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio – relativos aos últimos oito ano. Até mesmo a neta do presidente da República, Bia Lula, autorizou a abertura dos sigilos.

Como contrapartida, Lula pediu que Flávio fizesse o mesmo, abrindo os próprios sigilos e os de seus familiares – Jair Messias Bolsonaro, Rogéria Nantes Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (o fugitivo “Dudu Bananinha”), Jair Renan Bolsonaro e Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro (esposa de Flávio).

Logo após Lula lançar o desafio no debate da Band, a ensandecida horda bolsonarista passou a classificar a proposta como armadilha de campanha. Atitude que não surpreende, pois o rebanho bolsonarista aceita caminha de forma obediente na direção do matadouro.

Armadilha ou não, fato é que Flávio ficou sem saída. Passou a fazer exigências, como, por exemplo, a quebra dos sigilos da primeira-dama Rosângela “Janja” Lula da Silva, do Instituto Lula, do banqueiro Daniel Vorcaro, da lobista e socialite Roberta Luchsinger e das empresas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Como mencionamos na abertura da matéria, Flávio é um covarde conhecido e contumaz. Por essa razão faz exigências absurdas para não autorizar a quebra dos próprios sigilos e os da família.