PT opera o mensalão, faz empréstimos fictícios, compra deputados e a culpa é da imprensa

Óleo de peroba – Luiz Inácio da Silva comandou o período mais corrupto da história política nacional, comandou o Mensalão do PT de dentro do seu gabinete no Palácio do Planalto e a culpa é da imprensa. Pelo menos esse é o discurso do presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, que na terça-feira (11) responsabilizou a mídia pela repercussão das denúncias feitas por Marcos Valério contra o ex-metalúrgico, durante depoimento à Procuradoria-Geral da República.

Falcão, do alto da sua conhecida desfaçatez, afirmou ainda que a imprensa e o Ministério Público promovem um “processo de criminalização contra o PT e seus dirigentes”, como se a legenda precisa de ajuda para alcançar esse status. Foram tantos escândalos de corrupção na era Lula e também no governo da presidente Dilma Rousseff, que o PT não tem o direito de reclamar, mas o faz como parte da estratégia de continuar assaltando os cofres públicos.

É importante que Rui Falcão saiba que não foi a imprensa e muito menos o Ministério Público Federal que desviaram dinheiro do Banco do Brasil, que fizeram empréstimos fictícios no Banco Rural e no BMG, que não compraram votos no Congresso, como não repatriaram o dinheiro da propina cobrada em Santo André e que levou à morte covarde e brutal de Celso Daniel.

De igual modo não foram os jornalistas e nem os procuradores da República que usaram as agências de Marcos Valério para receber dinheiro de empresários que intentavam realizar negócios com o governo mais corrupto desde a chegada de Pedro Álvares Cabral à outrora Terra de Santa Cruz.

Rui Falcão deveria se contentar com a própria insignificância, adotar o silêncio obsequioso e deixar de lado o besteirol, pois essa tentativa rasteira de transformar o PT em um monastério já é conhecida dos brasileiros de bem e não mais funciona.