Davos 2013: supercapacidade humana, extraterrestres e imortalidade

Cardápio variado – Além de questões econômicas tradicionais, a agenda do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, inclui temas como utilização não controlada de tecnologias da engenharia genética, intervenção médica no cérebro humano, prolongamento artificial da vida humana, existência de civilizações extraterrestres. As discussões, preparadas com o apoio da revista Nature, são denominadas X-Factor e parecem mais com um cenário de filme de ficção científica.

Na opinião de cientistas, a humanidade terá em breve medicamentos capazes de provocar supercapacidades nos homens. Tanto que cientistas estão desenvolvendo atualmente remédios contra males como a doença de Alzheimer e a esquizofrenia. No futuro poderão aparecer medicamentos que estimulem a atividade mental nas pessoas comuns.

Cientistas concordam que as supercapacidades humanas podem ser impulsionadas com a ajuda de equipamentos eletrônicos de alta tecnologia, uma vez que as experiências mostraram que a atividade cerebral e a memória podem ser melhoradas com a ajuda de aparelhos implantados no organismo humano. Mas tal método é tecnologicamente complexo e é pouco provável que seja acessível a uma pessoa comum, diferentemente dos preparados médicos. Contudo, na opinião de cientistas, a neurobiologia avançará muito nos próximos de dez anos e sensores eletrônicos implantados no cérebro serão largamente divulgados. Contudo, fica a pergunta: será ético dividir a sociedade em aqueles que podem melhorar a atividade cerebral e aqueles que não podem fazê-lo? Será possível vender livremente tais aparelhos e será necessária uma base legislativa para tal?

Outro tema de discussões é o aumento dos problemas ligados ao aumento do período da vida humana. Medicamentos de última geração permitiram prolongar em 35% a vida de pessoas. Este fator positivo é acompanhado de perdas financeiras relacionadas com pagamentos sociais e de superpopulação do planeta.

Segundo especialistas, a eutanásia é a única solução do problema, porque, graças ao desenvolvimento da medicina, mesmo as pessoas mais fracas e doentias podem viver até 90 ou 100 anos, o que contraria a lei da natureza de que sobrevivem os mais fortes.

O tema mais extraordinário de discussões é a existência de civilizações extraterrestres. Os peritos do Fórum concordam que a humanidade poderá descobrir planetas habitados, como resultado da exploração do espaço, e apela à comunidade mundial para que se prepare para um encontro com uma civilização extraterrestre e avalie as potenciais ameaças desse contato. Por outro lado, será necessário formar serviços especiais para descobrir civilizações extraterrestres que possam prevenir ameaças vindas do cosmos.

No entanto, como afirmam muitos peritos, a descoberta de uma razão extraterrestre não alterará muito a vida humana. Embora este seja um acontecimento sensacional, é pouco provável que ele influa imediatamente na vida humana. No entanto, a longo prazo, poderá mudar a consciência psicológica e filosófica das pessoas. Mesmo o descobrimento de um vestígio de vida num outro planeta provocará conversas sobre a possível existência da vida no universo, o que, por sua vez, frustrará os princípios da filosofia e da religião, consideram os peritos do Fórum. (Da Rádio Voz da Rússia)