Enrolada no Petrolão, Gleisi surge como cliente de empresa envolvida no esquema do Mensalão do PT

gleisi_hoffmann_61Comissão de frente – A senadora petista Gleisi Hoffmann (PR) foi a primeira política a ter o nome vinculado diretamente ao escândalo do Petrolão. Foi denunciada pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e a acusação foi confirmada pelo outro delator da “petroroubalheira”, o doleiro Alberto Youssef. De acordo com o doleiro, Gleisi levou R$ 1 milhão, em dinheiro vivo, do criminoso esquema de corrupção que funcionava na Petrobras. Quem achava que as encrencas da ex-ministra-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff chegaram ao fim enganou-se.

Gleisi também contratou serviços da Focal Confecção e Comunicação Visual, empresa de fundo de quintal que apareceu no esquema do Mensalão do PT (segundo Marcos Valério, operador do esquema que comprou deputados e senadores para garantir apoio ao ex-presidente Lula, parte do dinheiro desviado era encaminhado à Focal, à época fornecedora de camisetas do PT) e agora é uma das responsáveis pela reprovação das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff. A empresa, que recebeu R$ 24 milhões da campanha de Dilma (em recebimento só ficou atrás da empresa do marqueteiro João Santana), tem como sócio Elias Silva de Mattos, que até o ano passado recebia salário de R$ 2 mil mensais como motorista.

A Focal tem como clientes os políticos petistas de São Bernardo do Campo, um tradicional feudo do PT, para confeccionar materiais de campanha. A empresa, que recebeu R$ 24 milhões de candidatos do PT pelo País, teve notas fiscais consideradas irregulares pela assessoria técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão que entre tantas atribuições analisa a contabilidade dos candidatos.

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Há a suspeita de que a Focal funcionasse como uma espécie de lavanderia financeira para o caixa dois de muitas campanhas do Partido dos Trabalhadores. Em 2005, a empresa foi apontada pelo principal operador do Mensalão do PT, Marcos Valério Fernandes de Souza, como uma das destinatárias de recursos do esquema criminoso, por indicação do próprio partido.

Consulta ao site do TSE revela que Gleisi pagou R$ 156.250,00 (15 notas fiscais entre julho e agosto deste ano) para a Focal Confecção e Comunicação. Nesse período, a senadora fez campanha pelo governo do Paraná e foi fragorosamente derrotada. Especialistas em campanhas políticas estranharam a escolha da tal empresa como fornecedora.

Além dos vínculos com os mensaleiros e os pagamentos milionários da campanha presidencial, a Focal tem sede em São Bernardo do Campo, a 430 quilômetros e seis horas de distância de Curitiba. Não é comum que uma campanha contrate a produção de materiais de campanha (faixas, placas, camisetas e estandartes) em local tão distante, pois isso implica em problemas de transporte, prazos e logística. Ou seja, custos adicionais.

O mais estranho nesse imbróglio ancorado pela Focal é que os petistas começaram a regurgitar a saliva do ódio, já que não aceitam a recomendação dos técnicos do TSE para a rejeição das contas da campanha de Dilma Rousseff, a companheira de armas Wanda.

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