Crise econômica: emprego na indústria registra queda de 0,7% em julho, sétimo recuo consecutivo

industria_10Fascículo novo – Dilma Vana Rousseff, que continua presidente da República, tem dito que a crise econômica atual é um “momento de travessia”, mas a petista não revela o destino e o tempo desse rito de passagem. Considerando que a crise só piora e que já dura mais tempo do que se esperava, por certo o ponto final da travessia será o despenhadeiro. Dilma tem o direito de dizer qualquer coisa, até porque o Brasil continua existindo sob o manto teórico da democracia, mas não pode querer que os brasileiros de bem acreditem em suas falsas profecias.

Nesta sexta-feira (18), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados de pesquisa que aponta queda no emprego industrial pelo sétimo mês seguido. De acordo com o IBGE, em julho o recuo foi de 0,7%, na comparação com o mês anterior.

Na comparação com julho de 2014, o emprego na indústria registrou queda de 6,4%, 46º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o maior recuo desde julho de 2009 (-6,7%). No acumulado do ano, de janeiro a julho, o emprego industrial no País acumula queda de 5,4. Em doze meses, o recuo é de 4,9%.

Dos 18 ramos da indústria pesquisados pelo IBGE, dezessete registram recuo no emprego. Na comparação com julho do anos passado, os maiores incides negativos foram constatados nos seguintes setores: meios de transporte (-11,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,1%), máquinas e equipamentos (-9,1%), produtos de metal (-10,7%), alimentos e bebidas (-2,8%), outros produtos da indústria de transformação (-10,1%), borracha e plástico (-6,0%), calçados e couro (-7,5%), vestuário (-5,1%), metalurgia básica (-7,2%), minerais não-metálicos (-4,6%), produtos têxteis (-5,4%), papel e gráfica (-4,4%), indústrias extrativas (-4,7%) e madeira (-6%).

Em meados de 2005, o UCHO.INFO alertou o Palácio do Planalto para o perigo que representavam os primeiros passos de desindustrialização. À época preocupados em sacar Lula do olho do furacão em que se transformou o escândalo do Mensalão do PT, os palacianos se limitaram a afirmar que nossa postura era eivada de pessimismo e que alimentava a tese do “quanto pior, melhor”. O tempo passou e a realidade, dura, é bom dizer, aí está para ser conferida.

Diferentemente do que garantem os palacianos, começando por Dilma, que fala por meio de assessores ou abusando de discursos metafóricos e comparativos, a economia brasileira vive uma crise sem precedentes, sendo que não há qualquer expectativa de solução no curto prazo.

Para piorar o que já era ruim, a presidente da República continua sem saber o que fazer no âmbito da política econômica, assim como na seara da governança, mas recusa-se a assumir publicamente o fracasso de seu primeiro mandato. Fora isso, Dilma ainda não veio a público para defender o plano de ajuste fiscal, batizado de “pacote de maldades”, pois sabe que isso representaria o fim de um governo que não deveria sequer ter começado.

Considerando que Dilma teve 54 milhões de votos em sua campanha à reeleição, que a petista recorra a esses incautos, deles cobrando uma contribuição para equilibrar o Orçamento de 2016. Não é justo ratear a conta com aqueles que não contribuíram para a continuidade de um governo incompetente, corrupto, perdulário e paralisado.

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