Na quarta-feira (11), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que continuará governando amparado no decreto de emergência econômica até o final de 2016. Segundo ele, o objetivo é enfrentar a aguda crise que acentuou a escassez de alimentos, remédios e bens de primeira necessidade no país.
O presidente afirmou que, nos próximos dias, renovará o decreto de emergência econômica assinado por ele em 14 de janeiro, que teria 60 dias de validade, mas que foi estendido pelo mesmo período em março pela Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).
O venezuelano ainda destacou que essa medida será tomada “para continuar enfrentando os problemas com a Constituição e com o poder que o estado de exceção me dá para continuar agindo”. “Todo este ano vou deixá-lo ativado para ter a resposta aqui na mão”, disse Maduro, diante de milhares de seguidores no Palácio presidencial de Miraflores.
Ele também garantiu que a prioridade de seu governo é a “superação da emergência econômica”, motivo pelo qual pediu à população que não se engane quanto às intenções da oposição de tirá-lo do poder por um referendo revogatório.
“Não vamos nos distrair. Nenhuma das ações ativadas por aqui, por ali, pela direita, ou anunciadas, conhecidas, ou não conhecidas, nenhuma tem viabilidade política nem atingirá seu objetivo de acabar a revolução, de revogar o poder político que o povo tem nesse palácio”, discursou.
Vale ressaltar que para ser aplicado, o decreto de emergência deveria ser validado pela Assembleia Nacional, de maioria opositora, que se negou a fazê-lo por alegar que as medidas contidas no texto aprofundam um modelo de controle estatal “fracassado” da economia.