Itamaraty revela estupidez ao buscar culpado pelo cancelamento da viagem de Bolsonaro a NY

O Ministério de Relações Exteriores, sob o comando de Ernesto Araújo, está em busca de um culpado para o cancelamento da viagem do presidente da República a Nova York, onde o chefe do Executivo receberia no próximo dia 14 homenagem da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Diante da recusa de diversos estabelecimentos em sediar o evento e das contundentes declarações de Bill de Blasio, prefeito de NY, que chamou Bolsonaro de “ser humano perigoso”, o presidente brasileiro anunciou na última sexta-feira (3), por meio do porta-voz, sua decisão de não mais viajar à cidade americana.

Por conta desse imbróglio, o Itamaraty colocou o cônsul-geral em Nova York, Ênio Cordeiro, na marca do pênalti. Na opinião dos atuais “inquilinos” do Palácio do Itamaraty, em Brasília, Cordeiro nada fez para reverter o cenário desfavorável a Bolsonaro. Como se isso fosse possível.

O cônsul, segundo assessores do chanceler Ernesto Araújo, deveria ter procurado a direção do Museu de História Natural, que cancelou a locação do espaço para o evento, e a prefeitura de Nova York. Querer terceirizar a culpa é algo típico de governos de republiquetas, mas no caso em questão o devaneio passou dos limites.


Se há algum culpado nesse episódio, esse atende pelo nome de Jair Messias Bolsonaro, que no Brasil continua fomentando o discurso de ódio e incentivando a cizânia entre apoiadores e críticos do governo, ao passo que no cenário internacional suas declarações no campo da homofobia, do racismo, da misoginia e da xenofobia continuam reverberando.

Bolsonaro, como já afirmamos em diversas ocasiões, é movido pela incompetência – sua passagem pela Câmara dos Deputados é prova disso – e despreparado para um cargo de tamanha relevância como a Presidência da República.

Isso posto, querer culpar o cônsul-geral em Nova York por algo que não lhe cabe é mais um ato de covardia explícita de um governo pífio e que ainda não mostro a que veio, mas que abusa do ufanismo patriótico para anestesiar o pensamento dos incautos.

Bom seria se Jair Bolsonaro assumisse publicamente ser incompetente em termos políticos e reconhecesse sua incapacidade para governar. Ao contrário, finge ser o último gênio da raça, enquanto se deixa levar por opiniões obtusas e radicais de ditos gurus. É o fim!