Acordo entre Lula e Alckmin é dado como certo nos bastidores, mas anúncio só acontecerá em 2022

 
O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deixou o PSDB, como prometido, e deve migrar para o PSB, decisão ainda não confirmada oficialmente. O esperado novo endereço partidário de Alckmin abre caminho para um acordo eleitoral com o petista Lula, que deseja ter o tucano como candidato a vice na disputa pela Presidência da República.

Como temos afirmado ao longo dos últimos dias, o melhor para Alckmin é concorrer ao governo de São Paulo. Nas pesquisas eleitorais que miram 2022, o ex-governador lidera em todos os cenários e tem retorno praticamente garantido ao Palácio dos Bandeirantes.

Depois de mais de três décadas de críticas de parte a parte, Alckmin e Lula têm conversado para aparar arestas e avaliar uma eventual chapa, mas esse “dobradinha” interessa mais ao PT do que ao ex-governador. Isso porque se Alckmin aceitar fazer dupla com o ex-metalúrgico, fica livre o caminho para o PT tentar chegar ao governo de São Paulo com Fernando Haddad. Comandar o mais importante estado brasileiro é um sonho longevo dos petistas.

 
A estratégia do PT, que esquece o passado de agressões mútuas, é conseguir atrair os votos do eleitorado conservador que sempre apoiou Geraldo Alckmin. Nesse caso, confirmada a parceria, ainda está no campo da dúvida a capacidade de Alckmin para tirar os votos de um candidato da terceira via. Contudo, os que até se apresentaram o momento não convenceram.

Um possível acordo entre Lula e Alckmin será anunciado somente no próximo ano, mas informações de bastidores apontam para uma chapa que reuniria ambos. Especula-se que tal acordo garantiria a Geraldo Alckmin concorrer à Presidência em 2026, quando ele terá 74 anos.

Por outro lado, se Geraldo Alckmin desistir de concorrer ao governo paulista, o cenário fica favorável também a Rodrigo Garcia, atual vice-governador de São Paulo (é o governador de fato), que recentemente trocou o Democratas pelo PSDB, a convite de João Dória Júnior, que como presidenciável ainda não decolou nas pesquisas, pelo contrário.

Outro beneficiado com a saída de Alckmin da corrida ao Palácio dos Bandeirantes é Márcio França (PSB), que já foi vice do agora ex-tucano e sonha em comandar o Estado. A se confirmar esse quadro, PSB e PT precisarão chegar a um acordo sobre quem será o candidato ao governo de São Paulo, pois as novas regras eleitorais verticalizam as alianças partidárias, ou seja, a aliança no âmbito da disputa presidencial vale obrigatoriamente para as disputas estaduais.

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