EUA e aliados não confirmam retirada de tropas militares anunciada por Vladimir Putin

 
Apesar das garantias do líder russo Vladimir Putin, de que seu país estaria removendo parte de suas tropas da fronteira com a Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta terça-feira (15) que seu país ainda não confirmou qualquer movimentação nesse sentido e que a possibilidade de invasão ainda é real.

Após reunir-se nesta terça-feira com o chanceler federal alemão Olaf Scholz em Moscou, Putin disse que seu país não deseja uma guerra na Europa e estaria disposto a aprofundar as conversas com países do Ocidente sobre questões de segurança, com o objetivo de aliviar as tensões em torno da Ucrânia.

O presidente russo, porém, não ofereceu garantias de uma retirada total de suas tropas e disse que as próximas decisões a serem tomadas pela Rússia dependerão de como a situação evoluirá nos próximos dias.

Na Casa Branca, Biden prometeu que os EUA continuarão a insistir na diplomacia, mas demonstrou ceticismo em relação às intenções expressas por Moscou.

“Que fique bem claro: se a Rússia cometer uma violação ao invadir a Ucrânia, as nações responsáveis em todo o mundo não hesitarão em reagir. Se não defendermos a liberdade onde ela está em risco no dia de hoje, certamente pagaremos um preço muito alto amanhã”.

Washington e seus aliados se mantêm em alerta e exigem provas da suposta retirada russa. Biden disse que Moscou já enviou 150 mil soldados à fronteira da Ucrânia com a Rússia e Belarus, o que significa significativo aumento do total de 130 mil relatado anteriormente.

EUA e OTAN em alerta

“Seria algo positivo, mas ainda não verificamos isso”, disse Biden sobre a suposta retirada. “Ao contrário, nossas análises indicam que eles ainda estão em uma posição bastante ameaçadora”, acrescentou. “Os Estados Unidos estão preparados para qualquer eventualidade.”

Os EUA e a OTAN mantem os alertas quanto a uma possível invasão russa, apesar do Kremlin continuar a negar qualquer intenção de fazê-lo. As potências ocidentais rejeitaram as garantias exigidas por de Moscou quanto ao bloqueio do acesso da Ucrânia à aliança militar do Atlântico Norte, além da remoção de parte do contingente da OTAN do Leste Europeu.

Após a reunião com Scholz, Putin disse que o Ocidente aceitou discutir o fim do envio de mísseis das potências ocidentais para a Europa, além da restrição dos exercícios militares e outras exigências impostas pela Rússia.

O Ministério russo da Defesa divulgou imagens de tanques e veículos militares em retirada e afirmou que esses e outros equipamentos estavam sendo levados para seus locais de origem.

O governo da Ucrânia expressou ceticismo quanto a uma suposta retirada russa. “Não acreditamos no que ouvimos, acreditaremos quando virmos”, disse o ministro ucraniano do Exterior, Dmytro Kuleba.

“Até agora, não vimos nenhum sinal de uma redução da presença militar russa nas fronteiras com a Ucrânia”, afirmou secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg. Ele ressaltou que a aliança espera ver uma “retirada duradoura e significativa” das forças de soldados e equipamentos pesados. (Com agências internacionais)

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