O escândalo das joias surrupiadas e a “face lenhosa” do golpista Jair Bolsonaro, o falso mito

 
Em 7 de setembro de 2022, durante ato de campanha pela reeleição, no Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro referiu-se a Lula como “quadrilheiro” e disse que “esse tipo de gente tem que ser extirpada da vida pública”.

“Compare o Brasil com os países da América do Sul. Compare com a Venezuela. Compare com o que está acontecendo na Argentina e compare com a Nicarágua. O que em comum esses países têm? Todos são amigos entre si. Todos os chefes de Estado dessas nações são amigos do quadrilheiro de nove dedos que disputa a eleição no Brasil. Não é voltar apenas à cena do crime. Esse tipo de gente tem que ser extirpada da vida pública”, declarou em cima de um carro de som. “Não sou muito bem-educado, falo palavrões, mas não sou ladrão”, completou.

Para informação do delinquente intelectual que insistentemente regurgita falso moralismo, o Código Penal em seu artigo 288 define como formação de quadrilha ou bando a “associação de três ou mais pessoas para o fim específico de cometer crimes”.

De acordo com o que foi noticiado até agora, o grupo criminoso responsável pelo escândalo das joias tem ao menos cinco integrantes: Jair Bolsonaro, Mauro César Barbosa Cid, Mauro Lourena Cid, Osmar Crivelatti e Frederick Wassef. A pena para o crime de formação de quadrilha ou bando é de um a três anos de reclusão.

 
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Em 15 de outubro de 2022, em Teresina, durante comício de campanha pela reeleição, Bolsonaro referiu-se ao adversário Lula como “ladrão sem caráter”. Para quem, àquela altura, já havia surrupiado bens pertencentes ao patrimônio da União, Bolsonaro mostrou ser um farsante movido pela desfaçatez. Falar em “ladrão sem caráter” representou uma ode ao despudor.

Uma semana mais tarde, em 22 de outubro, durante comício em Guarulhos, importante cidade da Grande São Paulo, Jair Bolsonaro voltou a atacar o adversário que viria a derrotá-lo nas urnas do segundo turno. Bolsonaro, sem citar nome, chamou o petista de “chefe de organização criminosa”. “Ontem, quando cheguei para a sabatina, já que o ladrão fugiu, o descondenado escafedeu-se, o chefe de organização criminosa resolveu não aparecer, nós nos apresentamos”, disse.

Se há no País alguém que pode ser chamado de chefe de organização criminosa, entre tantos, esse certamente é o golpista de plantão Jair Messias Bolsonaro, que usou em vão, com assustadora frequência, o nome de Deus para vender aos incautos fundamentalistas cristãos uma santidade que não lhe cabe.

A ousadia de Bolsonaro é tão devastadora, que em muitas de suas aparições ele citava o versículo “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32). A verdade os brasileiros já conhecem, agora resta aguardar a libertação do rebanho de abduzidos.


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