
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja aos Estados Unidos nesta quarta-feira (06/05) para se encontrar com seu homólogo americano, Donald Trump. A reunião deve acontecer no dia seguinte, na Casa Branca.
A informação foi confirmada por diversos veículos de imprensa, mas ainda não houve posicionamento público por parte do Palácio do Planalto ou de autoridades americanas.
Desde a breve reunião entre os dois presidentes às margens da cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), na Malásia, em outubro, havia a expectativa de uma visita oficial de Lula ao republicano. Os dois conversaram por telefone em janeiro, e o petista chegou a afirmar que a viagem aconteceria em março.
Normalização relações
A relação entre Brasília e Washington acumulou atritos após o americano impor tarifas extras aos produtos brasileiros e sancionar autoridades envolvidas com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por crimes contra a democracia.
Em fevereiro, a nova taxa global de Trump eliminou grande parte das barreiras tarifárias americanas. O Brasil saiu beneficiado, mas não encerrou suas demandas sobre o tarifaço. Também permanecem outros ruídos diplomáticos.


Em abril, os EUA expulsaram um delegado brasileiro da Polícia Federal (PF) envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, acusando-o de manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição. Em retaliação, um agente americano que atuava no Brasil também teve suas credenciais cassadas.
A tentativa de arrefecer nova escalada de tensões é vista como prioritária pelo presidente brasileiro, que enfrenta tentativa de reeleição em outubro. Apesar de abrir um canal de diálogo com Trump, Lula voltou a criticar o republicano de forma mais incisiva por sua condução da guerra no Irã.
Investigações comerciais, terras raras e terrorismo
O petista também indica publicamente que quer normalizar as relações comerciais com os EUA. O Brasil permanece alvo de investigações americanas sobre “práticas desleais” ligadas, por exemplo, ao trabalho forçado e ao uso do PIX.
Outro tema que deve compor a pauta é o interesse do Departamento de Estado dos EUA de designar grupos criminosos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Trump também assume interesse público em negociar acesso às terras raras brasileiras. (Com agências de notícias)





