
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, negou nesta quinta-feira (1º) o pedido de suspeição do ministro Flávio Dino apresentado pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A defesa de Flávio fez o pedido na quarta-feira (30) para que Dino declarado suspeito para tratar de processos relativos ao próprio Flávio, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à disputa presidencial.
Desafiando as fronteiras do absurdo, os advogados do senador alegaram haver relação de amizade de três décadas entre Dino e Lula. “Essa relação precede a toga e a ela, infelizmente, sobreviveu, de forma que compromete a imparcialidade de Sua Excelência para julgar causas que envolvam o Presidente da República e, consequentemente, as eleições presidenciais de 2026 e o Peticionário, principal adversário do atual Presidente na disputa”, escreveram.
Se a tese defendida pela defesa é válida, André Mendonça e Kassio Nunes Marques são igualmente suspeitos para jugar processos relacionados a Flávio Bolsonaro.
Mendonça foi indicado ao STF por ser “terrivelmente evangélico”, não por notório saber jurídico. Em um Estado laico, essa escolha é no mínimo bisonha. André Mendonça tentou levar ao STF, sob a toga, sua vocação pastoral, como forma de passar a ideia de justeza e independência, mas sempre procurou não desagradar o clã Bolsonaro.
No caso de Nunes Marques, a situação do atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é flagrantemente comprometedora. Antes de ter o nome cogitado para uma vaga no STF, Nunes Marques, então desembargador do TRF-1, frequentava o Palácio da Alvorada aos domingos para, na companhia do golpista condenado Jair Bolsonaro, assistira jogos de futebol na televisão.




