
Considerando o fato de que a Operação Alba, que viabilizou a fuga do covarde Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, foi comanda por Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, autoridades brasileiras, em especial a Polícia Federal, precisam reforçar a segurança no entorno da residência de Jair Bolsonaro.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, Jair Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar por alegados problemas de saúde, benefício que já deveria ter sido revogado.
Na esteira do plano orquestrado por Rubio com o aval do presidente Donald Trump, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria submeter à Primeira Turma da Corte, em caráter de urgência urgentíssima, a volta de Jair Bolsonaro ao regime fechado (Papudinha).
A medida é de suma importância, pois não se pode descartar a possibilidade de o governo dos EUA levar a cabo nova fase da Operação Alba para retirar o golpista do Brasil e levá-lo para solo norte-americano, a exemplo do que ocorreu com o “Zero Um” Flávio.

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Faz-se necessário lembrar que Jair Bolsonaro se hospedou (sic) por dois dias, de 12 a 14 de fevereiro de 2024, na Embaixada da Hungria em Brasília, após a Polícia Federal apreender seu passaporte de Bolsonaro (em 8 de fevereiro daquele ano) no âmbito da Operação Tempus Veritatis, que investigava a tentativa de golpe de Estado.
O caso veio à tona em março de 2024, após o jornal The New York Times divulgar imagens de câmeras de segurança mostrando a chegada e a circulação do golpista na representação diplomática húngara. À época, a Hungria tinha como primeiro-ministro o ultra extremista de direita Viktor Orbán.
Na ocasião, a defesa de Bolsonaro alegou que a visita (sic) de Bolsonaro teve o intuito de manter contato com autoridades e discutir a situação política, negando a intenção de pedido de asilo.
No filme “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), o personagem professor John Keating (interpretado por Robin Williams) faz uma reflexão sobre o equilíbrio entre ação e prudência: “Existe um tempo para ousadia e um tempo para cautela, e o homem sábio sabe o momento de cada um deles”.
Resumindo, as autoridades brasileiras, a começar pelos ministros do STF, precisam saber que o momento exige cautela.



