
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu o presidente da Argentina, Javier Milei, e o chamou de “palhaço” pelas críticas que fez ao Brasil durante evento de confirmação da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Em entrevista à Rádio Jornal, Durigan destacou os índices negativos da economia argentina e afirmou que o Brasil está melhor que o país vizinho.
“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil quando o risco país Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais e a inflação muito mais alta. Não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalíptico”, disse o titular da Fazenda.
A economia da Argentina vive um cenário de inequívoca dualidade: melhora em indicadores macroeconômicos como inflação e PIB, mas grave piora no custo de vida diário e no emprego formal
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Se por um lado há registro de crescimento do agronegócio e da mineração, por outro o consumo interno e o setor industrial seguem em queda. A política de “déficit zero” de Milei culminou em superávit fiscal e queda da inflação para a casa de 30%, mas gerou preocupante impacto social com alta no desemprego e na informalidade.
O poder de compra dos argentinos recuou sobremaneira, pressionado pelo aumento das tarifas de serviços básicos e queda bruta do consumo. Essa combinação levou à diminuição da renda das famílias.
Que Javier Milei é um destrambelhado todos sabem, mas chamá-lo de “palhaço” serve apenas para endossar um discurso descabido que de forma flagrante violou os protocolos da diplomacia.
É desaconselhável entrar no jogo covarde e rasteiro de alguém que mantém forte relação esotérica com os cães, acreditando que se comunica com o espírito do finado cachorro, devidamente clonado ao custo de US$ 50 mil cada exemplar, e dele recebe orientações.




