Grande imprensa se presta ao jornalismo de aluguel para favorecer candidatura de Flávio Bolsonaro

O jornalismo brasileiro, assim como o de outros países, mergulhou no despenhadeiro da decadência. Com a democracia mais uma vez sendo ameaçada pela extrema direita, profissionais de imprensa, provavelmente cumprindo ordens superiores, fazem análises distorcidas dos fatos e assinam matérias que servem apenas para confundir os eleitores.

Acreditando serem celebridades da informação, alguns jornalistas agem como “longa manus” de setores econômicos que têm interesse na instalação do caos ou, até mesmo, na alternância de poder como forma de aumentar lucros.

A desinformação disseminada por veículos e profissionais de imprensa alcançou patamar inimaginável, a ponto de incautos, travestidos de senhores da verdade suprema, repetirem absurdos dos mais variados, como se fossem obedientes bonecos de ventríloquo.

Considerando que em termos de leitura a extensa maioria dos brasileiros é preguiçosa, limitando-se ao máximo a ler a manchete de notícias, títulos de matérias jornalísticas são esconderijos de pegadinhas.

Há dias, um grande jornal publicou matéria cujo título sugeria que em eventual segundo turno da corrida presidencial o senador Flávio Bolsonaro aparece à frente nas pesquisas, seguido pelo presidente Lula, candidato à reeleição. Lula e Flávio estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, tema que muitos cidadãos desconhecem. Além da margem de erro, sempre destacada em pontos percentuais para mais ou para menos, há o índice de confiabilidade da pesquisa.

Inobstante, pesquisas de opinião são uma fotografia do momento eleitoral, não representando prognóstico do resultado das eleições. Em universo de acirrada polarização político-ideológica, qualquer recorte no campo das pesquisas deve ser analisado com a necessária cautela. Além disso, os índices de rejeição dos candidatos devem ser levados em consideração, atribuindo-lhes peso idêntico aos dos percentuais de intenção de voto, talvez até maior.

Não bastasse, os especialistas (sic) em jornalismo político ousam tirar conclusões equivocadas do discurso do presidente Lula na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Afirmam que no final do discurso Lula revelou temor diante de eventual derrota nas urnas. Na verdade, está em curso, com interferência de agentes internacionais, um plano de golpe que passa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para dar ares de legalidade.

No contraponto, os tais especialistas evitam ressuscitar os muitos escândalos que emolduram o clã Bolsonaro, como, por exemplo, a fracassada tentativa de golpe de Estado, o escândalo das “rachadinhas”, a ligação com milícias do Rio de Janeiro, o caso do filme Dark Horse e os respectivos crimes de lavarem de dinheiro e evasão de divisas, entre tantos outros.