Crescem indícios de ajuda militar da Rússia ao ditador sírio Bashar al-Assad

bashar_alassad_13Na contramão – Após autoridades dos Estados Unidos afirmarem, nos últimos dias, haver indícios de que Moscou está reforçando a ajuda ao governo sírio, fontes libanesas também disseram nesta quarta-feira (9) que tropas russas começaram a participar de operações militares na Síria. Elas estariam lutando ao lado das forças de segurança do regime do ditador Bashar al-Assad.

De acordo com fontes ligadas a Washington, Moscou teria enviado à Síria dois porta-aviões, jatos e fuzileiros navais. Autoridades norte-americanas acreditam que o aparato militar servirá para montar uma pista de pouso, próxima à cidade portuária de Lataquia.

Os EUA lideram a coalizão que promove ataques aéreos contra o “Estado Islâmico” (EI) na Síria, mas não apoiam o governo do país, que tem a Rússia como aliado forte e de primeira hora.

Moscou confirmou que enviou “especialistas” para a Síria e ressaltou que nunca escondeu a ajuda militar ao governo sírio. “Há especialistas militares russos na Síria, que auxiliam os sírios a usar a tecnologia”, afirmou Maria Sacharova, porta-voz do Ministério do Exterior, ressaltando que a “histeria” sobre a presença russa no país é incompreensível.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, manifestou consternação em relação ao assunto. “Estou preocupado com os relatos sobre o aumento da presença militar russa na Síria. Isso não contribuirá para resolver o conflito”, disse nesta quarta-feira.

Assim como outros líderes ocidentais, Stoltenberg apela por uma solução diplomática para a guerra civil, que já dura quatro anos e deixou mais de 250 mil mortos. O ministro francês do Exterior, Laurent Fabius, declarou que a suposta presença de tropas russas complicaria os esforços para se chegar a uma solução para o conflito.

O ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, alertou a Rússia, assim como a França e o Reino Unido, sobre uma intervenção militar na Síria. Segundo o ministro, o acordo sobre o programa nuclear do Irã e novas iniciativas da ONU proporcionam, pela primeira vez, a possibilidade de uma solução diplomática para o conflito sírio. (Com agências internacionais)

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