Acidente no aeroporto de Viracopos é amostra do que pode ocorrer no País durante a Copa de 2014

Fiasco total – Quando o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, externou sua preocupação com a caótica situação dos aeroportos brasileiros, o então presidente Luiz Inácio da Silva não demorou a chamá-lo de “idiota”, mesmo que de forma inominada e transversa. Como se sabe, Lula passou oito anos flanando nos ventos da mitomania, o que fez do Brasil uma usina de promessas utópicas e não cumpridas.

Semanas após a declaração de Valcke, o messiânico Lula anunciou investimentos de R$ 5 bilhões para a reforma e ampliação dos principais aeroportos do País, mas novamente a promessa perdeu-se no tempo. Sem saída, o governo federal foi obrigado a privatizar alguns aeroportos, o que deveria ter acontecido há muito tempo.

A preocupação de Jérôme Valcke se mostrou procedente com o acidente ocorrido com avião cargueiro no aeroporto de Viracopos, em Campinas, no último sábado (13). Com problemas no trem de pouso, o MD11 vindo dos Estados Unidos teve um dos pneus estourado no momento do pouso e até agora permanece no local do acidente, sem que a Infraero tenha encontrado uma solução para o problema.

Com o aeroporto fechado para pousos e decolagens, até a manhã desta segunda-feira (15) 338 voos foram cancelados, de acordo com balanço da Infraero, que afirma que a remoção da aeronave da pista é de responsabilidade da empresa norte-americana Centurion Cargo.

Não é necessário esforço extra do raciocínio para imaginar o que pode ocorrer durante a Copa do Mundo de 2014 se um acidente como o que aconteceu em Viracopos se repetir em no aeroporto de uma das cidades-sede. Quando os brasileiros perceberem a extensão do estrago decorrente dos oito anos do governo Lula será tarde demais.