Fux derruba decisão de Flávio Dino e volta a proibir publicações sobre Nossa Senhora Aparecida

Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela então presidente Dilma Rousseff, o ministro Luiz Fux dedicou vergonhosa bajulação ao petista José Dirceu, a quem chamou de “chefe”, para garantir vaga na Corte.

Passados quase quinze anos de sua indicação, Fux tornou-se um destacado defensor do bolsonarismo no STF. Na noite desta segunda-feira (28), Fux abriu nova fissura na queda de braços que integrantes do STF travam de forma ferrenha, derrubando decisão de Flávio Dino, que havia liberado a publicação de postagens do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida.

Com a decisão, Luiz Fux restaura a determinação do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, para que os posts de Tabet fossem removidos da internet.

Como noticiou o UCHO.INFO em matéria anterior, Fux atendeu a um pedido do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que acionou o ministro no âmbito de ação sobre o Marco Civil da Internet. Fux também submeteu a sua decisão ao plenário do STF, que deverá analisar a questão na quarta-feira (30).

Na postagem de Antonio Tabet suspensa por determinação do “terrivelmente evangélico” André Mendonça, o humorista escreveu: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.

“O Plenário é, portanto, o destinatário comum das duas decisões: daquela e da que ora se profere. A presente decisão suspende os efeitos daquela proferida em 27/9/2026, quais sejam, a cassação da tutela eleitoral, a ordem às plataformas e a abertura a novos pedidos de extensão – até que o colegiado, a quem ambas serão submetidas, delibere. A medida é necessária para evitar que efeitos irreversíveis se consumem nesse interregno”, escreveu Fux.